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domingo, 2 de maio de 2010

Sonho e espera!

Nem ele nem ela tinham vida para nada que não fosse pensar no outro, para sonhar com o outro, para esperar as cartas com a mesma ansiedade com que as respondiam.

(Gabriel García Márquez in “O Amor no Tempo do Cólera”)

domingo, 4 de abril de 2010

A origem de tudo!


E esse olhar casual foi a origem de um cataclismo de amor que meio século depois não tinha terminado ainda.
*


(Gabriel García Márquez in “O Amor no Tempo do Cólera”)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

E agora?

“... Ela sentiu lá dentro o fragor da tempestade.
– Estou sempre assim – disse ele.
E sem lhe dar tempo ao pânico, libertou-se da matéria turva que o impedia de viver. Confessou que não passava um instante sem pensar nela, que tudo o que bebia e comia tinha gosto dela, que a vida era ela a toda hora e em toda parte, como só Deus tinha o direito e o poder de ser, e que o gozo supremo de seu coração seria morrer com ela. Continuou falando sem a fitar, com a mesma fluidez e o mesmo calor com que recitava, até que teve a impressão que Sierva María tinha dormido. Mas ela estava atenta, fixos nele os seus olhos de corça assustada. Apenas se atreveu a perguntar:
– E agora?
– Agora nada – disse ele. – basta que saibas.”
*

(Gabriel García Márquez - Trecho de “Do amor e outros demônios.”)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Conocimos el amor

Debemos arrojar a los oceanos del tiempo una botella de náufragos siderales, para que el universo sepa de nosotros lo que no han de contar las cucarachas que nos sobrevivirán: que aqui existió un mundo donde prevalació el sufrimiento y la injusticia, pero donde conocimos el amor y donde fuimos capaces de imaginar la felicidad.
(Gabriel García Márquez)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A vida...

“É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem saber ver.”

(Gabriel García Márquez)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

 Que deviam se apaixonar as mulheres do cinema para que seus amores doessem menos que os da vida.
*
Gabriel Garcia Márquez in “O Amor no Tempo do Cólera”

sábado, 30 de maio de 2009

 “Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem de minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do Zodíaco”.
*
(Gabriel García Márquez)
(Memórias de Minhas Putas Tristes - Pg. 74)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

 
- "Solitário entre a multidão do cais, dissera a si mesmo com um toque de raiva: "O coração tem mais quartos que uma pensão de putas."
*
(Gabriel García Márquez - O amor nos tempos do cólera)