Mostrando postagens com marcador Raul Seixas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Raul Seixas. Mostrar todas as postagens
sábado, 27 de fevereiro de 2016
sábado, 29 de outubro de 2011
Quando Eu Morri
De mil novecentos e setenta e dois
Esperava ressuscitar e juntar os pedaços
Da minha cabeça
Um tempo depois um psiquiatra disse
Que eu forçasse a barra
E me esforçasse pra voltar à vida
E eu parei de tomar ácido lisérgico
E fiquei quieto lambendo minha própria ferida
Sem saber se era crime ou castigo
E se havia outro cordão no meu umbigo
Pra de novo arrebentar
Pois eu fui puxado à ferro
Arrancado do útero materno
E apanhei pra poder chorar
Quando eu morri suando frio
Vi Jimmy Hendrix tocando nuvens distorcidas
Eu nem consegui falar
E depois por um momento
O céu virou fragmento do inferno
Em que eu tive que entrar
Eu sentia tanto medo, só queria dormir cedo
Pra noite passar depressa
E não poder me agarrar
Noites de garras de aço
Me cortavam em mil pedaços
E no outro dia eu tinha que me remendar
E se a vida pede a morte
Talvez seja muita sorte eu ainda estar aqui
E a cada beijo do desejo
Eu me entorpeço e me esqueço
De tudo que eu ainda não entendi
(Raul Seixas - Quando eu morri)
terça-feira, 12 de outubro de 2010
As Profecias
Tem dias que a gente se sente
Um pouco, talvez, menos gente
Um dia daqueles sem graça
De chuva cair na vidraça
Um dia qualquer sem pensar
Sentindo o futuro no ar
O ar, carregado sutil
Um dia de maio ou abril
Sem qualquer amigo do lado
Sozinho em silêncio calado
Com uma pergunta na alma
Por que nessa tarde tão calma
O tempo parece parado?
Está em qualquer profecia
Das teias do sonho remoto
Estouro, explosão, maremoto.
A chama da guerra acesa,
A fome sentada na mesa.
O copo com álcool no bar,
O anjo surgindo no mar.
Os selos de fogo, o eclipse,
Os símbolos do apocalipse.
Os séculos de Nostradamus,
A fuga geral dos ciganos.
Está em qualquer profecia
Que o mundo se acaba um dia.
Um gosto azedo na boca,
A moça que sonha, a louca.
O homem que quer mas se esquece,
O mundo dá ou do desce.
Está em qualquer profecia
Que o mundo se acaba um dia.
Sem fogo, sem sangue, sem ás
O mundo dos nossos ancestrais.
Acaba sem guerra mortais
Sem glorias de Mártir ferido
Sem um estrondo, mas com um gemido.
Os selos de fogo, o eclipse
Os símbolo do apocalipse
A fuga geral do ciganos
Os séculos de Nostradamus.
Está em qualquer profecia
Que o mundo se acaba um dia
Um dia...
Sim, sim, sim...
Um pouco, talvez, menos gente
Um dia daqueles sem graça
De chuva cair na vidraça
Um dia qualquer sem pensar
Sentindo o futuro no ar
O ar, carregado sutil
Um dia de maio ou abril
Sem qualquer amigo do lado
Sozinho em silêncio calado
Com uma pergunta na alma
Por que nessa tarde tão calma
O tempo parece parado?
Está em qualquer profecia
Dos sábios que viram o futuro,
Dos loucos que escrevem no muro.Das teias do sonho remoto
Estouro, explosão, maremoto.
A chama da guerra acesa,
A fome sentada na mesa.
O copo com álcool no bar,
O anjo surgindo no mar.
Os selos de fogo, o eclipse,
Os símbolos do apocalipse.
Os séculos de Nostradamus,
A fuga geral dos ciganos.
Está em qualquer profecia
Que o mundo se acaba um dia.
Um gosto azedo na boca,
A moça que sonha, a louca.
O homem que quer mas se esquece,
O mundo dá ou do desce.
Está em qualquer profecia
Que o mundo se acaba um dia.
Sem fogo, sem sangue, sem ás
O mundo dos nossos ancestrais.
Acaba sem guerra mortais
Sem glorias de Mártir ferido
Sem um estrondo, mas com um gemido.
Os selos de fogo, o eclipse
Os símbolo do apocalipse
A fuga geral do ciganos
Os séculos de Nostradamus.
Está em qualquer profecia
Que o mundo se acaba um dia
Um dia...
Sim, sim, sim...
(Raul Seixas e Paulo Coelho)
domingo, 20 de dezembro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Está o segredo do universo
Dentro do mambo e da consciência
*
Você que não se deixa delirar com a lua mãe
O sol que brilha nela e que a promessa é tua luz
Enquanto os transeuntes na avenida comercial
Muito preocupados sem saber em que pensar
*
Você está no mundo, só tem uma opção
O caminho é longo, homem
Ser feliz ou não
Queimando a consciência e a seqüência que ela traz
Momentos diferentes que confundem a tua paz
*
(Raul Seixas)
Está o segredo do universo
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Eu sou a areia da ampulheta
O lado mais leve da balança
Balança que não me aguenta
O ignorante cultivado
O cão raivoso inconsciente
O boi diário servido em pratos
O pivete encurralado
Eu sou a areia da ampulheta
O vagabundo conformado
Sem nunca se ter reformado
O que não sabe qual o lado
Espreita o pesar das pirâmides
Cachaceiro mal amado
O triste-alegre adestrado
Eu sou a areia da ampulheta
O que ignora a existência
De que existe mais estados
Sem idéia que é redondo
O planeta onde vegeta
Eu sou a areia da ampulheta
Eu sou a areia
Eu sou a areia da ampulheta
Mas o que carrega a sua bandeira
De todo o lugar o mais desonrado
Nascido no lugar errado
Eu sou, eu sou você.
*
(Areia da Ampulheta / Composição: Raul Seixas)
*
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
quarta-feira, 18 de junho de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Hoje é domingo missa e praia céu de anil
Têm sangue no jornal, bandeiras na Avenida Zil.
Lá por de trás da triste linda Zona Sul
Vai tudo muito bem, formigas que trafegam sem por quê.
E das janelas desses quartos de pensão
Eu como vetor, tranqüilo tento uma transmutação.
Ô, ô, seu moço do disco voador.
Me leve com você, pra onde você for.
Ô, ô, seu moço, mas não me deixe aqui.
Enquanto eu sei que tem tanta estrela por aí.
Andei rezando para totens e Jesus
Jamais olhei pro céu, meu disco voador além.
Já fui macaco em domingos glaciais,
Atlantas colossais, que eu não soube como utilizar.
E nas mensagens que nos chegam sem parar
Ninguém, pode notar...
Têm sangue no jornal, bandeiras na Avenida Zil.
Lá por de trás da triste linda Zona Sul
Vai tudo muito bem, formigas que trafegam sem por quê.
E das janelas desses quartos de pensão
Eu como vetor, tranqüilo tento uma transmutação.
Ô, ô, seu moço do disco voador.
Me leve com você, pra onde você for.
Ô, ô, seu moço, mas não me deixe aqui.
Enquanto eu sei que tem tanta estrela por aí.
Andei rezando para totens e Jesus
Jamais olhei pro céu, meu disco voador além.
Já fui macaco em domingos glaciais,
Atlantas colossais, que eu não soube como utilizar.
E nas mensagens que nos chegam sem parar
Ninguém, pode notar...
Estão muito ocupados pra pensar.
Ô, ô, ô seu moço do disco voador,
Me leve com você, pra onde você for.
Ô, ô, ô seu moço, mas não me deixe aqui.
Enquanto eu sei que vem tanta estrela por aí.
Ô, ô, ô seu moço do disco voador,
Me leve com você, pra onde você for.
Ô, ô, ô seu moço, mas não me deixe aqui.
Enquanto eu sei que vem tanta estrela por aí.
(Raul Seixas / SOS)
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Loteria da babilônia
E grita ao mundo
Que você está certo
Você aprendeu tudo
Enquanto estava mudo
Agora é necessário
Gritar e cantar
Rock
E demonstrar o teorema da vida
E os macetes do xadrez
E os macetes do xadrez
Do xadrez!...
Você tem as respostas
Das perguntas
Resolveu as equações
que não sabia
E já não tem mais nada
O que fazer a não ser
Verdades e verdades
Mais verdades e verdades
Para me dizer
A declarar!
Tudo o que tinha
Que ser chorado
Já foi chorado
Você já cumpriu
Os doze trabalhos
Reescreveu livros
Dos séculos passados
Assinou duplicatas
Inventou baralhos...
Passeou de dia
E dormiu de noite
Consertou vitrolas
Para ouvir música
Sabe trechos da Bíblia de cor
Sabe receitas mágicas de amor...
Conhece em Marte
Um amigo antigo lavrador
Que te ensinou a ter
Do bom e do melhor
Do melhor!...
Mas o que você
Não sabe por inteiro
É como ganhar dinheiro
Mas isso é fácil
E você não vai parar
Você não tem perguntas
Pra fazer
Porque só tem verdades
Pra dizer
A declarar!...
*
(Loteria de Babilônia - Raul Seixas / Composição: Raul Seixas e Paulo Coelho)
(Loteria de Babilônia - Raul Seixas / Composição: Raul Seixas e Paulo Coelho)
Assinar:
Postagens (Atom)





