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sábado, 13 de fevereiro de 2010

(...)

Pode alguém dizer-me
Até onde vai a minha vida?
Sou um sopro na tempestade,
uma onda lago não?
Ou talvez serei,
essa branca e pálida Bétula
arrepiada de primavera?

(Rainer Maria Rilke)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Investigue

Procure entrar em si mesmo. Investigue o motivo que o manda escrever; examine se estende suas raízes pelos recantos mais profundos de sua alma; confesse a si mesmo: morreria, se lhe fosse vedado escrever? Isto acima de tudo: pergunte a si mesmo na hora mais tranqüila de sua noite: “Sou mesmo forçado a escrever?” Escave dentro de si uma resposta profunda. Se for afirmativa, se puder contestar àquela pergunta severa por um forte e simples “sou”, então construa a sua vida de acordo com esta necessidade. Sua vida, até em sua hora mais indiferente e anódina, deverá tornar-se o sinal e o testemunho de tal pressão. Aproxime-se então da natureza. Depois procure, como se fosse o primeiro homem, a dizer o que vê, vive, ama e perde. (...)
(Rainer Maria Rilke)

sábado, 7 de novembro de 2009

(...)

“Quero viver como se o meu tempo fosse ilimitado. Quero me recolher, me retirar das ocupações efêmeras. Mas ouço vozes, vozes benevolentes, passos que se aproximam e minhas portas se abrem...”


(Rainer Maria Rilke)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

"(...) Se se agarrar à natureza, ao que ela tem de simples, à miudeza que quase ninguém vê e que tão inesperadamente se pode tornar grande e incomensurável; se possuir este amor ao insignificante; se procurar singelamente ganhar como um servidor a confiança daquilo que parece pobre — então tudo se lhe há de tornar fácil, harmonioso e, por assim dizer, reconciliador, — não talvez no intelecto, que ficará atrás espantado, mas sim na sua mais í­ntima consciência, que vigia e sabe. (...) ter paciência com tudo o que há para resolver em seu coração e procurar amar as próprias perguntas como quartos fechados ou livros escritos num idioma muito estrangeiro. Não busque por enquanto respostas que não lhe podem ser dadas, porque não as poderia viver. Pois se trata precisamente de viver tudo. Viva por enquanto as perguntas. Talvez depois, aos poucos, sem que o perceba, num dia longí­nquo, consiga viver a resposta."
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(Rainer Maria Rilke. In: Cartas a um jovem poeta)
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