Mostrando postagens com marcador O Rappa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador O Rappa. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Meu Mundo é Barro

Moço, peço licença
Eu sou novo aqui
Não tenho trabalho, nem passe, eu sou novo aqui
Não tenho trabalho, nem classe, eu sou novo aqui
Eu tenho fé
Que um dia vai ouvir falar de um cara que era só um Zé
Não é noticiário de jornal, não é
Não é noticiário de jornal, não é
Sou quase um cara
Não tenho cor, nem padrinho
Nasci no mundo, sou sozinho
Não tenho pressa, não tenho plano, não tenho dono
Tentei ser crente
Mas, meu cristo é diferente
A sombra dele é sem cruz, dele é sem cruz
No meio daquela luz, daquela luz
E eu voltei pro mundo aqui embaixo
Minha vida corre plana
Comecei errado, mas hoje eu tô ciente
Tô tentando se possível zerar do começo e repetir o play
Não me escoro em outro e nem cachaça
O que fiz tinha muita procedência
Eu me seguro em minha palavra
Em minha mão, em minha lavra

(Meu Mundo é Barro - O Rappa)

sábado, 16 de janeiro de 2010

Eu Não Sei Mentir Direito

No pais do futebol eu nunca joguei bem
Poderia ser um sintoma mas meu jogo de cintura se manifestou de outro jeito
É que eu não sei mentir
Eu tento, eu tento mas muitas vezes tudo acaba em gargalhada
Eu me entrego no olhar
gaguejo, espero pra ver se colou
é sempre fácil perceber
que eu não sei mentir
é sempre fácil perceber
que eu não sei mentir direito
Até que um dia uma pessoa me falou que a minha falta de malicia era o negativo de uma mesma foto avesso esperto da malandragem que se manifestava naturalmente difícil
Que se manifestava naturalmente dificil
Ele disse que sou confuso mas sou claro
E é por isso que eu cheguei inteiro até aqui
Justamente eu, justamente eu
Justamente eu que não sei mentir direito
(O RAPPA)

domingo, 9 de novembro de 2008


O que as paredes pichadas têm pra me dizer
O que os muros sociais têm pra me contar
Porque aprendemos tão cedo a rezar
Porque tantas seitas têm, aqui seu lugar*
É só regar os lírios do gueto que o Beethoven
Negro vêm pra se mostrar
Mas o leite suado é tão ingrato que as gangues
Vão ganhando cada dia mais espaço
*
Tudo, tudo, tudo, tudo, tudo, tudo, tudo, todo igual
Brixton, Bronx ou Baixada
*
A poesia não se perde ela apenas se converte
Pelas mãos no tambor
*
Que desabafam histórias ritmadas como único
Socorro promissor
*
Cada qual com seu James Brown
Salve o samba, hip-hop, reggae ou carnaval
Cada qual com seu Jorge Bem
Salve o jazz, baião, e os toques da macumba
Também
Da macumba também
*
(Brixton, Bronx ou Baixada / O Rappa)

sábado, 8 de novembro de 2008


Tem que recomeçar
Tem que construir
Tem que avaliar
E ter hora pra agir
O tempo todo
O tempo todo agir
*
Vou me benzer
Vou orar
Vou agradecer
Vou me rezar
*
( Lỉฑhα Vεяɱεℓhα / O яαppα )
*
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Pra enxergar o infinito
Debaixo dos meus pés
Não basta olhar de cima
E buscar no escuro, no obscuro
A sombra que me segue todo dia

*Deixo quieto
e seguro as páginas dos sonhos que não li
E outra vez não me impeço de dormir
*Os jornais não informam mais
E as imagens nunca são tão claras
Como a vida
Vou aliviar a dor e não perder
As crianças de vista
*Família, um sonho ter uma família
Família, um sonho de todo dia
*

Família é quem você escolhe pra viver
Família é quem você escolhe pra você
Não precisa ter conta sanguínea
É preciso ter sempre um pouco mais de sintonia...

*
(O Rappa)