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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Poema de C. F. Abreu

domingo, 5 de junho de 2016

(...)







“Continuo a pensar
que quando tudo
parece sem saída,
sempre se pode cantar.
Por essa razão escrevo.”
*
*

(Caio F. Abreu)

sábado, 21 de janeiro de 2012

Porque é tão difícil conviver comigo!!!

Tenho uma parte que acredita em finais felizes, em beijo antes dos créditos,
enquanto outra acha que só se ama errado.
Tenho uma metade que mente, trai, engana.
Outra que só conhece a verdade.
Uma parte que precisa de calor, carinho, pés com pés.
Outra que sobrevive sozinha, metade auto-suficiente...

(Caio Fernando Abreu)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

(...)



Eu sempre digo que eu posso ter uma solidão medonha, mas sempre vai haver um vasinho de flores num canto.



(Caio F. Abreu)

domingo, 12 de junho de 2011

[. . .]

De alguma forma quero te fazer compreender que não é assim, que tenho um medo cada vez
maior do que vou sentindo em todos esses meses, e não se soluciona, mas volto e volto sempre, então me invades outra vez com o mesmo jogo e embora supondo conhecer as regras, me deixo tomar por inteiro por tuas estranhas liturgias, a compactuar com teus medos que não decifro, a aceitá-los como um cão faminto aceita um osso descarnado, essas migalhas que me vais jogando entre as palavras e os pratos vazios, torno sempre a voltar, talvez penalizado do teu olho que não se debruça sobre nenhum outro assim como sobre o meu, temendo a faca, a pedra, o gume das tuas histórias longas, das tuas memórias tristes...
(Caio F. Abreu)

sábado, 14 de maio de 2011

Sim, confesso!


 “Confesso que ando muito cansado, sabe? Mas um cansaço diferente. Um cansaço de não querer mais reclamar, de não querer pedir, de não fazer nada, de deixar as coisas acontecerem”.

(Caio F. Abreu)

terça-feira, 12 de abril de 2011

Toda poesia é uma despedida...

“ (...) Você disse adeus e deixou em mim um vazio descomunal.
Desde então, encobri minha dor com um manto azul: um amor e uma mágoa. Eu lavei meu rosto com palavras tristes quando me acenou tchau. De vez em quando, todos os olhos se voltam contra meus passos distraídos. No fundo, a espera que eu seja algo maior que eu sou. (...)”.
(C. F. Abreu)

quinta-feira, 17 de março de 2011

O tempo...

“Acredito nos olhos de quem está apenas observando,
aprendendo, sem julgamento.
Acredito que existe um lugar para mim,
assim como existe lugar para todo mundo.
Porque existe lugar para todo mundo. É só procurar.
Eu acredito. Acredito no tempo.
O tempo é nosso amigo, nosso aliado,
não o inimigo que traz as rugas e a morte.
O tempo é que mostra o que realmente valeu a pena,
o tempo nos ensina a esperar,
o tempo apaga o efêmero e acaba com a dúvida”.

(Caio F. Abreu)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

(...) desde o inícioembora tudo pudesse continuar a ser somente loucura,
vontade de voar,
eu nada tinha a perder perseguindo uma canção,
razão de viver.

(Caio F. Abreu)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O Passado Sempre Presente


Reconheci as canções que você não ouviu. Escrevi cartas que nunca foram enviadas. Ouvi suas palavras não ditas.

(Caio Fernando Abreu)

sábado, 20 de novembro de 2010

Tô com Saudade!

“Ontem tomei um táxi e me distraí tanto olhando pela janela que no meio do caminho estendi a mão para o banco vazio do lado querendo pegar tua mão. Tô com saudade.”
(Caio Fernando Abreu)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O que nos traz para perto da vida

“O impulso para amar, para encontrar e conhecer e mergulhar no outro, é o que nos traz para perto da vida. E é por isso que quando se está de braço abertos, se está dando as costas para a morte.”
(Caio F. Abreu)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Não sou para todos...

“Não sou pra todos. Gosto muito do meu mundinho. Ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas. Às vezes tem um céu azul, outras tempestades. Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos. Mas não cabe muita gente. Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso. São necessárias.”

(Caio F. Abreu)

sábado, 25 de setembro de 2010

. . .

Quem só acredita no visível
tem um mundo muito pequeno.


(Caio in “Os dragões não conhecem o paraíso”)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Agora você me tem, agora eu tenho você.

“Chega em mim sem medo, toca no meu ombro,
olha nos meus olhos, como nas canções do rádio.
Depois me diz: —
“Vamos embora para um lugar limpo.
Deixe tudo como está.
Feche as portas, não pague as contas nem conte a ninguém.
Agora você me tem, agora eu tenho você.
Nada mais importa. O resto?
Ah, o resto são os restos.
E não importam.”
(Caio. F. Abreu)

sábado, 18 de setembro de 2010

MeU AmOr...




(...) e basta fechar os olhos
pra naufragar outra vez
e cada vez mais fundo na tua boca (...)


(Caio. F. Abreu)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

É você...

É você quem sorri, morde o lábio, fala grosso, conta histórias, me tira do sério, faz ares de palhaço, pinta segredos, ilumina o corredor por onde passo todos os dias.

(Caio.F. Abreu)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Preciso de você

Preciso de você que eu tanto amo e nunca encontrei.
Para continuar vivendo, preciso da parte de mim
que não está em mim, mas guardada em você que
eu não conheço.

(Caio F. Abreu)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Há uma diferença...



Mas há uma diferença entre você saber intelectualmente da inutilidade das procuras, da insaciabilidade — vixe, que palavra! — do corpo e conseguir passar isso para o seu comportamento — tomar ato o que é pensamento abstrato. Os caminhos são individuais/intransferíveis.

Caio F. Abreu in “Cartas”

quinta-feira, 17 de junho de 2010

. . .

❝Eu quero um colo, um berço, um braço quente em torno ao meu pescoço, uma voz que cante baixo e pareça querer me fazer chorar. Eu quero um calor no inverno, um extravio morno de minha consciência e depois sem som, um sonho calmo, um espaço enorme, como a lua rodando entre as estrelas…❞

(Caio Fernando Abreu)