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sábado, 27 de dezembro de 2014
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
sábado, 3 de setembro de 2011
terça-feira, 30 de novembro de 2010
O fim de uma viagem é apenas o começo de outra
“A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse: ‘Não há mais o que ver’, saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.”
(José Saramago)
sexta-feira, 18 de junho de 2010
José Saramago: Um Deus Imortal
Eu fui. Mas o que fui já me não lembra:
Mil camadas de pó disfarçam, véus,
E no salto que deu, quanto podia,
O ar dum outro mundo a rebentou.
Um canto de batráquio, mesmo rouco,
Uma vida que corra assim-assim.
.
Mil camadas de pó disfarçam, véus,
Estes quarenta rostos desiguais.
Tão marcados de tempo e macaréus.
Eu sou. Mas o que sou tão pouco é:
Rã fugida do charco, que saltou,E no salto que deu, quanto podia,
O ar dum outro mundo a rebentou.
Falta ver, se é que falta, o que serei:
Um rosto recomposto antes do fim,Um canto de batráquio, mesmo rouco,
Uma vida que corra assim-assim.
.
(José Saramago / "Os Poemas Possíveis")
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Recomeçar... Sempre!!!
A viagem não acaba nunca.
Só os viajantes acabam.
E mesmo estes podem prolongar-se em memória,
em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse:
“Não há mais o que ver”, saiba que não era assim.
O fim de uma viagem é apenas o começo de outra.
É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava.
É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles.
É preciso recomeçar a viagem.
Sempre.
(José Saramago)
sábado, 21 de novembro de 2009
O TEMPO
“O tempo não é uma corda que se possa medir de nó a nó.
O tempo é uma superfície oblíqua e ondulante
onde só a memória é capaz de se mover e aproximar.”O tempo é uma superfície oblíqua e ondulante
*
(José Saramago)
(José Saramago)
*
PS: Saudade de São Thomé das Letras...
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
“O fim da civilização”
(José Saramago)
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Educação.
(...) Numa educação massificada que impede a criatividade, os diferentes são um fator de perturbação. O sistema tem de funcionar sem que se introduza nada que o contradiga. O sistema não admite exceções e, se as encontra, as elimina. Porque, se você considera a exceção como algo positivo, vê se obrigado a revisar o sistema.
(José Saramago)
sábado, 31 de outubro de 2009
O amor é sempre possível
Eu, que sou pessimista até mais não poder, estou, em todo caso, a tentar inventar gente melhor. É a minha herança, tenho um olhar pessimista sobre a história, sobre o homem que sou, sobre os homens que somos e sobre o que estamos a fazer. O que acontece é que preciso fazer alguma coisa para não me dar um tiro na cabeça. Não sei se o desespero me levaria a isso ou não, nunca se sabe. (...)(Juan Arias “José Saramago: O Amor Possível”)
sábado, 23 de agosto de 2008
Deus criou-se a si próprio para depois começar a criar o universo?
Onde é que estava Deus quando se criou a si próprio?
E como é que alguém se cria a si próprio?
Do nada, passando do nada ao ser?
Se o nada existiu, tudo que veio depois estava contido no nada.
Mas se estava contido no nada, então o nada não existia
*
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(José Saramago)
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