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domingo, 31 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Educação de quarto mundo
"Por que nos contentarmos com o pior, o medíocre, se podemos ter o melhor e não nos falta o recurso humano para isso?"
No meio da tragédia do Haiti, que comove até mesmo os calejados repórteres de guerra, levo um choque nacional. Não são horrores como os de lá, mas não deixa de ser um drama moral. O relatório "Educação para todos", da Unesco, pôs o Brasil na 88ª posição no ranking de desenvolvimento educacional. Estamos atrás dos países mais pobres da América Latina, como o Paraguai, o Equador e a Bolívia. Parece que em alfabetizar somos até bons, mas depois a coisa degringola: a repetência média na América Latina e no Caribe é de pouco mais de 4%. No Brasil, é de quase 19%.
No clima de ufanismo que anda reinando por aqui, talvez seja bom acalmar-se e parar para refletir. Pois, se nossa economia não ficou arruinada, a verdade é que nossas crianças brincam na lama do esgoto, nossas famílias são soterradas em casas cuja segurança ninguém controla, nossos jovens são assassinados nas esquinas, em favelas ou condomínios de luxo somos reféns da bandidagem geral, e os velhos morrem no chão dos corredores dos hospitais públicos. Nossos políticos continuam numa queda de braço para ver quem é o mais impune dos corruptos, a linguagem e a postura das campanhas eleitorais se delineiam nada elegantes, e agora está provado o que a gente já imaginava: somos péssimos em educação.
Pergunta básica: quanto de nosso orçamento nacional vai para educação e cultura? Quanto interesse temos num povo educado, isto é, consciente e informado - não só de seus deveres e direitos, mas dos deveres dos homens públicos e do que poderia facilmente ser muito melhor neste país, que não é só de sabiás e palmeiras, mas de esforço, luta, sofrimento e desilusão?
Precisamos muito de crianças que saibam ler e escrever no fim da 1ª série elementar; jovens que consigam raciocinar e tenham o hábito de ler pelo menos jornal no 2º grau; universitários que possam se expressar falando e escrevendo, em lugar de, às vezes com beneplácito dos professores, copiar trabalhos da internet. Qualidade e liberdade de expressão também são pilares da democracia. Só com empenho dos governos, com exigência e rigor razoáveis das escolas - o que significa respeito ao estudante, à família e ao professor - teremos profissionais de primeira em todas as áreas, de técnicos, pesquisadores, jornalistas e médicos a operários. Por que nos contentarmos com o pior, o medíocre, se podemos ter o melhor e não nos falta o recurso humano para isso? Quando empregarmos em educação uma boa parte dos nossos recursos, com professores valorizados, os alunos vendo que suas ações têm consequências, como a reprovação - palavra que assusta alguns moderníssimos pedagogos, palavra que em algumas escolas nem deve ser usada, quando o que prejudica não é o termo, mas a negligência. Tantos são os jeitos e os recursos favorecendo o aluno preguiçoso que alguns casos chegam a ser bizarros: reprovação, só com muito esforço. Trabalho ou relaxamento têm o mesmo valor e recompensa.
Sou de uma família de professores universitários. Exerci o duro ofício durante dez anos, nos quais me apaixonei por lidar com alunos, mas já questionava o nível de exigência que podia lhes fazer. Isso faz algumas décadas: quando éramos ingênuos, e não antecipávamos ter nosso país entre os piores em educação. Quando os alunos ainda não usavam celular e iPhone na sala de aula, não conversavam como se estivessem no bar nem copiavam seus trabalhos da internet - o que hoje começa a ser considerado normal. Em suma, quando escola e universidade eram lugares de compostura, trabalho e aprendizado. O relaxamento não é geral, mas preocupa quem deseja o melhor para esta terra.
Há gente que acha tudo ótimo como está: os que reclamam é que estão fora da moda ou da realidade. Preparar para as lidas da vida real seria incutir nos jovens uma resignação de usuários do SUS, ou deixar a meninada "aproveitar a vida": alguém pode me explicar o que seria isso?
Lya Luft / 3 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
África do Sul na luta pelos seus direitos.
COPA DO MUNDO
ÁFRICA DO SUL, MAIS UM PAÍS PROVANDO O QUANTO O POVO BRASILEIRO É OTÁRIO E DESPOLITIZADO.
12/04/2010
ÁFRICA DO SUL, MAIS UM PAÍS PROVANDO O QUANTO O POVO BRASILEIRO É OTÁRIO E DESPOLITIZADO.
12/04/2010
Servidores públicos iniciam greve na África do Sul: ‘sem dinheiro, sem Copa’
Mais de 100 mil trabalhadores pararam por tempo indeterminado pleiteando um aumento de 15%. Próxima passeata está marcada para quinta
Cerca de oito mil servidores públicos se reuniram na manhã desta segunda-feira (12), no centro de Joanesburgo, para iniciar uma greve geral por melhores salários. A previsão é que 130 mil trabalhadores em todo o país só voltem à ativa após receberem 15% de aumento. Na Cidade do Cabo e em Durban também aconteceram manifestações pacíficas, mas em East London houve tiros em confronto com a polícia. Um grevista de 60 anos foi atingido, mas sem gravidade, segundo a polícia. Outras sete pessoas foram presas.
A paralisação afeta, entre outros setores, hospitais públicos, coleta de lixo e linhas de ônibus (embora o transporte mais popular no país sejam as vans privadas). Os trabalhadores fizeram várias referências à Copa do Mundo, que começa exatamente daqui a 60 dias. "Sem dinheiro, sem Copa do Mundo", gritavam eles. "Enquanto nós recebemos amendoins para trabalhar, eles querem organizar uma Copa do Mundo", ironizava um cartaz.
Os grevistas marcaram o próximo protesto para quinta-feira, justamente no dia em que a Fifa abrirá a última fase da venda de ingressos para a Copa, com guichês espalhados por vários pontos do país. A paralisação, no entanto, deve comprometer a procura, já que fechará algumas ruas e dificultará o trânsito das pessoas, como aconteceu nesta segunda.
O sindicato que organizou a manifestação espera que a proximidade da Copa o ajude nas reivindicações.
"Acredito que os empregadores vão nos atender para não prejudicarmos a Copa. É hora de eles acordarem e negociarem conosco", disse o diretor do sindicato, Steve Falconer.
Sibongile Mazibuko, diretora executiva do Comitê Organizador da Copa em Joanesburgo, disse que o direito à greve deve ser respeitado mas garantiu que ela não afetará os preparativos para o Mundial.
"Este é um país democrático e as pessoas têm espaço para reivindicar o que acham justo, com ou sem Copa do Mundo pela frente. Não vamos reprimi-las, apenas esperar que esta questão se resolva rapidamente", afirmou.
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ENQUANTO ISSO NO BRASIL... Mais de 100 mil trabalhadores pararam por tempo indeterminado pleiteando um aumento de 15%. Próxima passeata está marcada para quinta
Cerca de oito mil servidores públicos se reuniram na manhã desta segunda-feira (12), no centro de Joanesburgo, para iniciar uma greve geral por melhores salários. A previsão é que 130 mil trabalhadores em todo o país só voltem à ativa após receberem 15% de aumento. Na Cidade do Cabo e em Durban também aconteceram manifestações pacíficas, mas em East London houve tiros em confronto com a polícia. Um grevista de 60 anos foi atingido, mas sem gravidade, segundo a polícia. Outras sete pessoas foram presas.
A paralisação afeta, entre outros setores, hospitais públicos, coleta de lixo e linhas de ônibus (embora o transporte mais popular no país sejam as vans privadas). Os trabalhadores fizeram várias referências à Copa do Mundo, que começa exatamente daqui a 60 dias. "Sem dinheiro, sem Copa do Mundo", gritavam eles. "Enquanto nós recebemos amendoins para trabalhar, eles querem organizar uma Copa do Mundo", ironizava um cartaz.
Os grevistas marcaram o próximo protesto para quinta-feira, justamente no dia em que a Fifa abrirá a última fase da venda de ingressos para a Copa, com guichês espalhados por vários pontos do país. A paralisação, no entanto, deve comprometer a procura, já que fechará algumas ruas e dificultará o trânsito das pessoas, como aconteceu nesta segunda.
O sindicato que organizou a manifestação espera que a proximidade da Copa o ajude nas reivindicações.
"Acredito que os empregadores vão nos atender para não prejudicarmos a Copa. É hora de eles acordarem e negociarem conosco", disse o diretor do sindicato, Steve Falconer.
Sibongile Mazibuko, diretora executiva do Comitê Organizador da Copa em Joanesburgo, disse que o direito à greve deve ser respeitado mas garantiu que ela não afetará os preparativos para o Mundial.
"Este é um país democrático e as pessoas têm espaço para reivindicar o que acham justo, com ou sem Copa do Mundo pela frente. Não vamos reprimi-las, apenas esperar que esta questão se resolva rapidamente", afirmou.
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E quando um professor faz greve e o motivo já foi falado aqui e estão estampados em cada cidadão brasileiro, ouço vozes dizendo: "Mas perto de muitos trabalhadores vocês ganham bem." entre outras barbaridades... Outro dia uma aluna do Ensino Médio me perguntou por que eu não vou dar aula numa escola particular que paga bem, ou então monto a minha própria escola (perguntou-me após o fim da greve). Respondi calmamente por incrível que pareça: "primeiro meu objetivo de vida não é trabalhar para a classe burguesa e segundo eu tenho a minha própria escola, esta escola aqui é minha... Escolas públicas são nossas... Pertencem a mim, e também a você! Blá-blá-blá... Começo a crer que estes seres gostam de serem tratados como lixo.
Por hoje é só porque não está fácil lutar pelos nossos direitos neste país de merda. Quando não é a tropa de choque em cima de nós a mando do governador, é a população questionando coisas que só mostram o quanto são ignorantes e nada aprenderam até agora! Quer dizer, aprenderam SIM! Aprenderam direitinho a cartilha da classe dominante. "Ordem e Progresso". Ordem pro povo e progresso para a burguesia.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Vejam o que Danilo Gentili, comediante, escreveu sobre a piada de Robin Wilians sobre o RJ e sua escolha como cidade-sede das Olimpíadas de 2016:
*
Uns anos atrás os Simpsons vieram pro Brasil...
Homer foi sequestrado. Bart ficou excitado com a loira de shorts enfiado na bunda que apresentava um programa infantil na TV. O menino pobre que a Lisa ajudou não tinha o que comer, mas estava muito feliz desfilando no Carnaval.
*
Esses dias, Robin Willians falou o seguinte: "Claro que o Rio ganhou de Chicago a sede das Olimpíadas. Chicago levou Michele e Oprah e o Rio levou 50 strippers e 500g de cocaína".
*
Eu ri!
Advogados, autoridades e populares se revoltaram nos dois casos. Eles não se revoltam, não se mobilizam, não processam, não abrem inquéritos, não fazem passeatas quando o sequestro, a loira vagabunda apresentadora de programa infantil, a idiotice do carnaval, o tráfico de drogas e a prostituição acontecem na vida real bem debaixo dos nossos narizes. Eles se revoltam só quando usam isso pra fazer piada.
*
A piada realmente boa sempre ofende alguns e mata de rir outros por um motivo simples: A boa piada sempre fala de uma verdade.
Num País onde aprendemos a mentir, enganar, roubar, tirar vantagem desde cedo, a verdade não diverte. Assusta.
*
O cara engraçado pro brasileiro é:
* sempre aquele que fala bordões manjados,
* dá cambolhatas no chão em altas trapalhadas,
conta piadas velhas,
* imita o Silvio Santos (apresentador de programa de auditório) e outras personalidades ou faz um trocadilho bobo mostrando ser um ignorante acerca dos assuntos.
Esses bobos passivos nos deliciam porque não incomodam ninguém!
Um cara que faz um gracejo com uma verdade inconveniente pro brasileiro é como o alho pro vampiro. Merece ser execrado.
*
O brasileiro é uma gorda de 300 quilos que odeia ouvir que é gorda. Ela faz um regime pra parar de ouvir isso? Não! Regime e exercício dá muito trabalho. É mais fácil ir ao shopping, comprar roupa de gente magra, vestir e depois acomodar a bunda na cadeira do McDonalds. O problema é que nem todo mundo é obrigado a engolir que aquela fabrica de manteiga é Barbie, só porque está com a roupa da Gisele Bundchen. Então é inevitável que mais hora menos hora alguém da multidão grite: "Volta pro circo!" ou "Minha nossa! É o StayPuff com o maiô da Dayane dos Santos?". Então a gorda chora. Se revolta. Faz manha. Ameaça. Processa. Porque, embora ela tenha tentado se vestir como uma magra, no fundo a piada a fez lembrar que ela é mais gorda que a conta bancária do Bill Gates. A auto-estima dela tem a profundidade de um pires cheio de água.
Em vez de dizer que Robin Willians tem dor de corno, prefeito do Rio, vai cuidar primeiro da sua dor de mulher de malandro. Sabe?
Mulher de malandro sim, aquela que apanha, apanha, apanha, mas engole os dentes e o choro porque acha que engana a vizinha dizendo: “Eu tenho o melhor marido do mundo”.
*
Advogados já são alvos de piadas por outros motivos. Já que se incomodam com piadas, evitem ser alvos de mais algumas delas não processando Robin Willians. Em vez de processo, enviem pra ele uma carta de gratidão. Pensem que ele estava num dos melhores programas de TV do mundo e só falou de puta e cocaína.
Uns anos atrás os Simpsons vieram pro Brasil...
Homer foi sequestrado. Bart ficou excitado com a loira de shorts enfiado na bunda que apresentava um programa infantil na TV. O menino pobre que a Lisa ajudou não tinha o que comer, mas estava muito feliz desfilando no Carnaval.
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Esses dias, Robin Willians falou o seguinte: "Claro que o Rio ganhou de Chicago a sede das Olimpíadas. Chicago levou Michele e Oprah e o Rio levou 50 strippers e 500g de cocaína".
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Eu ri!
Advogados, autoridades e populares se revoltaram nos dois casos. Eles não se revoltam, não se mobilizam, não processam, não abrem inquéritos, não fazem passeatas quando o sequestro, a loira vagabunda apresentadora de programa infantil, a idiotice do carnaval, o tráfico de drogas e a prostituição acontecem na vida real bem debaixo dos nossos narizes. Eles se revoltam só quando usam isso pra fazer piada.
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A piada realmente boa sempre ofende alguns e mata de rir outros por um motivo simples: A boa piada sempre fala de uma verdade.
Num País onde aprendemos a mentir, enganar, roubar, tirar vantagem desde cedo, a verdade não diverte. Assusta.
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O cara engraçado pro brasileiro é:
* sempre aquele que fala bordões manjados,
* dá cambolhatas no chão em altas trapalhadas,
conta piadas velhas,
* imita o Silvio Santos (apresentador de programa de auditório) e outras personalidades ou faz um trocadilho bobo mostrando ser um ignorante acerca dos assuntos.
Esses bobos passivos nos deliciam porque não incomodam ninguém!
Um cara que faz um gracejo com uma verdade inconveniente pro brasileiro é como o alho pro vampiro. Merece ser execrado.
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O brasileiro é uma gorda de 300 quilos que odeia ouvir que é gorda. Ela faz um regime pra parar de ouvir isso? Não! Regime e exercício dá muito trabalho. É mais fácil ir ao shopping, comprar roupa de gente magra, vestir e depois acomodar a bunda na cadeira do McDonalds. O problema é que nem todo mundo é obrigado a engolir que aquela fabrica de manteiga é Barbie, só porque está com a roupa da Gisele Bundchen. Então é inevitável que mais hora menos hora alguém da multidão grite: "Volta pro circo!" ou "Minha nossa! É o StayPuff com o maiô da Dayane dos Santos?". Então a gorda chora. Se revolta. Faz manha. Ameaça. Processa. Porque, embora ela tenha tentado se vestir como uma magra, no fundo a piada a fez lembrar que ela é mais gorda que a conta bancária do Bill Gates. A auto-estima dela tem a profundidade de um pires cheio de água.
Em vez de dizer que Robin Willians tem dor de corno, prefeito do Rio, vai cuidar primeiro da sua dor de mulher de malandro. Sabe?
Mulher de malandro sim, aquela que apanha, apanha, apanha, mas engole os dentes e o choro porque acha que engana a vizinha dizendo: “Eu tenho o melhor marido do mundo”.
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Advogados já são alvos de piadas por outros motivos. Já que se incomodam com piadas, evitem ser alvos de mais algumas delas não processando Robin Willians. Em vez de processo, enviem pra ele uma carta de gratidão. Pensem que ele estava num dos melhores programas de TV do mundo e só falou de puta e cocaína.
Ele poderia ter falado por exemplo,
* que o turista que vier pra Olimpíada se não for roubado pelo taxista, o será no calçadão.
* Poderia também ter dito que o governo e a polícia brasileira lucram com aquela cocaíca do morro carioca que ele usou na piada.
* E se ele resolvesse falar algo como: “As crianças do Brasil não assistirão as Olimpíadas porque estarão ocupadas demais se prostituindo”?
* Ah... E se ele resolvesse lançar mais uma piada do tipo: “Brasileiro é tão estúpido que se preocupa com o que um comediante diz, mas não se preocupa com o que o político em quem ele vota faz”?
Enfim... são muitas piadas que poderiam ter sido feitas. Quem é imbecil e se incomoda com piada, não seja injusto e agradeça ao Robin Willians porque ele só fez aquela.
E depois brasileiro insiste em fazer piada, dizendo que o "Português é que é burro."
*
(Texto de Danilo Gentili)
(Texto de Danilo Gentili)
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Fashion: O Papa usa Prada!
(...) além de sapatos Prada, ele usa viseiras Gucci e que está mandando fazer suas batinas num alfaiate diferente daquele que sempre confeccionou os hábitos papais, o tradicional Annibale Gammarelli.
…Diz ainda a revista que o pobre Gammarelli teria caído em desgraça no dia da primeira benção do Novo Pontífice, que recebeu uma batina curta demais. Irritado e sentindo-se desconfortável, Benedito XVI passou a fazer suas batinas e paramentos com Alessandro Cattaneo, o alfaiate que o atendia nos tempos de cardinalato.
*
Deu no Estadão…
Papa fashion por Luiz Carlos Merten
Dei uma olhada nos comentários e quero dizer duas ou três coisas, mas antes vou usar este post para uma piada. Aliás, não sei bem se é uma piada, embora possa me valer uma excomungação. Que medo! Mas, enfim, havia recebido um e-mail no jornal dizendo que o papa Bento XVI pode não ser pop como João Paulo II, mas é fashion. Usa relógio Cartier, sapato Prada… Humm. Achei divertido, mas aí vi a foto que o fotógrafo do Estado fez do sapato do papa.
É Prada mesmo!
Portanto, o papa, como o diabo, veste… Quem?
*
*
Aconteceu... de novo!
Uma mulher saltou a barreira de proteção e tentou atacar o Papa Bento XVI quando este se dirigia para iniciar a celebração da Missa do Galo, no Vaticano, na noite desta quinta-feira (24) véspera de Natal. Segundo o reverendo Ciro Benedettini, porta-voz do Vaticano, o Papa caiu rapidamente, mas foi auxiliado e se levantou logo em seguida.
Bento XVI não teve ferimentos sérios e continuou a celebração após o susto.
(...) De acordo com um informe oficial do Vaticano, a mulher foi identificada como Susanna Maiolo, de 25 anos, de origem italiana-suíça. Ela estava desarmada, foi presa e levada a uma instituição médica para realização de exames...
No ano passado, uma mulher furou as barreiras de segurança após a Missa do Galo, mas foi detida antes de conseguir chegar ao papa. Não está claro se a pessoa é a mesma do incidente deste ano.
*
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Fonte: G1 / 25de dezembro de 2009
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PS: Talvez ela, Susanna Maiolo estivesse desesperada como todos nós para dizer-lhe algumas verdades... Então, pelo esforço em ultrapassar a barreira policial, acabou se jogando com muita força e consequentemente causado este empurrão no excelentíssimo. Infelizmente o PAPA OPUS DEI preferiu que a levassem para exames psiquiátricos...
(Daniela Borali)
(Daniela Borali)
domingo, 20 de dezembro de 2009
PROFESSORES (AS) CHORANDO!!!
Os dias 13 e 20 de dezembro de 2009 ficarão na memória dos professores como datas de flagrante desrespeito pedagógico e humilhação aos educadores, que ao longo de suas histórias dedicaram-se e serviram ao governo do Estado, cuja recompensa tem sido o desrespeito, a humilhação e a ofensa a dignidade humana.
Milhares de professores foram submetidos à prova eliminatória, cujo objetivo central não é a promoção para o emprego e sim para o desemprego ou subemprego.
O governo no melhor estilo de “dividir para governar”, dividiu os educadores em categorias (f, L, O...), quebrando a espinha dorsal do movimento sindical, nos velhos tempos liderados pela APEOESP, que agora se limita a fazer bravata, dizendo que o ano letivo não vai começar, lavando as mãos como Pilatos em relação ao desemprego e o subemprego dos OFAs (categoria F) e as demais categorias que o governo introduziu. Normalmente se faz uma prova para o ingresso no serviço público ou admissão na iniciativa privada. No Estado de São Paulo foi diferente: ao não atingir a pontuação exigida, o resultado da prova servirá e será usado para a promoção do desemprego ou subemprego, embora a diretoria da APEOESP chame isso de estabilidade. Na pratica, o professor da categoria F que não obtiver a nota exigida, ganhara por atividades auxiliares nas unidades escolares o correspondente a 12 aulas (Estabilidade da fome), os demais que são eventuais ou lecionam mais recentemente, fizeram a prova e caso não acertem o exigido por lei ficarão impedidos de lecionar em 2010.
No início do ano 2010, será a vez dos efetivos que serão submetidos a esse ritual de tortura, coisa que nenhuma outra categoria é submetida anualmente com esse tipo de avaliação, como critério de evolução.
O governo acabou assim com a carreira do magistério, congelou o salário de mais de 90% categoria e a diretoria do Sindicato se limita a fazer bravata dizendo que o ano letivo não vai iniciar. Lamentavelmente a oposição alternativa – MTS/PSTU - embora faça a crítica ao governo, também referenda essa política, ao passo que no dia da prova (20/12/2009) distribuíram panfletos com os seguintes dizeres: “ Em 2010 nada será como antes: Vamos dar o troco!... Vamos à luta já no início do ano letivo!”, ou seja, os participantes da prova foram preteridos até mesmo por setores da oposição alternativa que a exemplo da diretoria central lavaram as mãos, transferindo a “luta” para o ano que vem, legitimando assim a política dos tucanos no poder.
Dia 13 e 14 acompanhamos vários relatos de sofrimento, humilhação e choro de colegas que estão desamparados, pois o governo humilha de um lado e o sindicato se desobriga dessa demanda, jogando ou transferindo para o ano que vem eventuais lutas, que em minha opinião não passa de justificativas e legitimação do atual estado de penúria que a categoria vem passando, num pacto explícito de políticas combinatórias em nível nacional e estadual.
É preciso reação dos educadores para que possamos nos reunir ainda esse ano e exigir do governo que nenhum professor seja prejudicado com essas provas, de caráter subjetivo e de fins duvidosos. Hoje no dia 20, vários professores não tiveram tempo suficiente para concluir efetivamente a referida prova, tendo que entregar apressadamente. Nos corredores nos deparamos com professoras chorando e desabafando sobre o sóbrio fim de ano que está longe de ser um feliz ano novo.
Aberração maior se deu no fato de que os professores que realizaram suas provas sequer puderam trazer o caderno de prova/resposta, para eventual contestação e quiçá posteriormente ser objeto de recurso. Ratificando assim os tempos de repressão onde inexistia o direito ao contraditório e à ampla defesa.
A única saída é nossa organização e união em torno dos que estão sendo vítimas desse complô do governo com o “consentimento” da diretoria do sindicato, para que possamos passar esse sindicato a limpo, lutando e conquistando nossos direitos, bem como derrotando esse governo que é o responsável pelo fracasso da educação no Brasil, embora insista em transferir para os professores a sua incompetência ao longo de suas administrações.
Este é mais um episódio que retrata a angústia, o sofrimento e o desespero que cotidianamente o professores (as) são submetidos no ambiente escolar. Até quando?
Lutar é preciso!!!
Aldo Santos.
Sindicalista, presidente da Associação dos Professores de filosofia do Estado de São Paulo, coordenador da Corrente política TLS, e membro da Executiva Estadual e membro do Diretório Nacional do Psol (20/12/2009)
sábado, 12 de dezembro de 2009
Militantes em defesa dos animais em Madri
Quase 30 militantes se deitaram nus no chão de Puerta del Sol, em Madri, em comemoração ao Dia Internacional pelos direitos dos animais.
Protesto pelos direitos dos animais em Madri
Os corpos pintados com sangue falso dos militantes da Fondation Equanimal, simulando um massacre, ficaram quase 15 minutos no chão, apesar do frio na praça simbólica do centro de Madri.
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“Se você não os defende quem o fará?”, indicava uma das bandeiras no local. “Direitos para os animais agora”, pedia um cartaz.
*
O Dia Internacional pelos direitos dos animais que foi realizado em diversos países entre 5 e 12 de dezembro, visa divulgar os direitos fundamentais dos animais à imagem dos direitos enunciados na Declaração dos direitos do Homem.
Grupo enfrentou o frio e ficou 15 minutos no chão
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
O Brasil é um país racista?
Encontramos uma grande maioria de respostas apontando para o sim. Em nossa busca deparamo-nos com o depoimento do escritor angolano José Eduardo Agualusa para uma revista da editora Abril.
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"O Brasil ainda é um país moldado na escrava - tura, igual à África. O Brasil tem uma África dentro de si e às vezes não lhe dá atenção. Aqui, como em Angola, por exemplo, existe a figura da babá negra que passa de geração em geração; há o moleque criado como se fosse filho, mas, na verdade, ele trabalha na casa, sem remuneração. Negro e pobre são condições que se confundem no Brasil. Não se criou aqui, como em Angola, uma elite negra. A gente repara nessa desigualdade no dia-a-dia, na relação entre as pessoas, e até mesmo na cultura. Atualmente não dá para citar um grande escritor negro ou mestiço brasileiro. Isso é incrível porque no século XIX havia grandes escritores afro-descendentes, como Machado de Assis e Cruz e Sousa. Pior ainda, não há um único grande autor indígena - algo que acontece em toda a América. Enquanto não enfrentar o problema e não der maior participação aos negros, o Brasil não terá se descolonizado. O Brasil é colônia.
Aqui existe o racismo, mas não a paranóia racial, como acontece nos Estados Unidos ou mesmo em Angola. Nesses dois países, sempre pensamos no assunto o tempo todo. Por exemplo, se em Angola organizamos uma antologia de poetas contemporâneos, obrigatoriamente pensamos em quantos negros vão participar. Aqui, não se presta tanta atenção à cor e nem acho que haveria autores negros suficientes para figurar em uma antologia. Gilberto Gil virou ministro da Cultura não porque é negro, mas por ser uma figura importante. Em Angola ou nos Estados Unidos, uma escritora como Clarice Lispector, infelizmente, não seria considerada nacional, mas ucraniana."
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Decreto simboliza ilhas de Preconceito no Estado.
No dia 20 de novembro de 2009 será feriado em dezenas de municípios do Brasil inteiro, fruto do movimento organizado e da consciência da tragédia da escravidão perpetrada contra os negros no mundo inteiro, e em particular na América.
O governo do Estado de São Paulo publica no diário oficial o Decreto 55.012 de 10/11/09, onde Suspende o expediente nas repartições públicas estaduais no dia 20 de novembro de 2009, nas situações que especifica:
José serra, governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais e a vista da lei municipal nº 130707, de 7 de janeiro de 2004, dia da consciência negra.
DECRETA:
Artigo 1- Fica suspenso às atividades nas repartições públicas Estaduais, sediadas no município da Capital do Estado no dia 20 de novembro de 2009.
Artigo 2- Aplica-se o disposto no artigo anterior as repartições públicas estaduais, sediadas em municípios do Estado que tenha editado lei instituindo como feriado municipal o dia 20 de novembro, dia da consciência negra.
Artigo 3- As repartições públicas Estaduais que prestam serviços essenciais e de interesse público e que tenha o funcionamento ininterrupto, terão expediente normal no dia mencionado nos artigos anteriores.
“Artigo 4- Esse decreto entra em vigor na data de sua publicação.”
Na prática, tanto o governo Serra, quanto o governo Lula, estão na contra mão da história, uma vez que os mesmos deveriam dar exemplo de respeito, acolhimento e compromisso com as demandas do povo negro organizado.
O Presidente deveria encaminhar uma PEC ao Congresso Nacional instituindo o Feriado Nacional no dia 20 de Novembro em memória a Zumbi dos Palmares, até porque, ele é nosso Herói Nacional, e não poder ficar aprisionado à burocracia, a oficialidade do governo federal, ao descaso do governo Estadual e as manobras políticas em vários municípios que ainda existem o feriado Municipal.
Em São Paulo, o Governador Serra deveria acolher o Projeto do Deputado Estadual Raul Marcelo do Psol que institui o feriado Estadual no dia 20 de novembro, dia da consciência negra, evitando assim, a publicação de decretos que por si só revelam o preconceito Racial existente na sociedade brasileira, ao admitir que algumas cidades podem por força de lei, rememorar a data em que Zumbi dos Palmares foi assassinado pelos detentores do poder, enquanto em outras cidades, os senhores de engenho são insensíveis, cegos, surdos e mudos diante do avanço, da luta e da resistência do movimento negro organizado .
Enquanto os municípios elaboram leis instituindo o feriado municipal em dezenas de cidade no Brasil inteiro, esses mandatários, (LULA/SERRA) estão na prática instituindo uma ilha de preconceito pelo Brasil afora, pois deveriam ser os primeiros a dar exemplo de compromisso para com a Luta histórica do movimento negro no Brasil.
O Governo José Serra ainda faz demagogia, na medida em que reconhece “bondosamente” a existência do feriado no dia 20 de novembro nas cidades onde o feriado já foi aprovado, (graças à luta e resistência dos movimentos na base), porém, ele sabe que em grande parte das escolas estaduais, não será feriado, pois com a reposição imposta pelos agentes do seu governo, em decorrência da pandemia da gripe HINI.
A sensação generalizada é que nós professores ainda não conquistamos nossa carta de alforria.
É fundamental que nos organizemos ainda mais para enfrentar esse e outros debates em âmbito municipal, apresentando projetos via câmara municipal ou via projeto de iniciativa popular, a exemplo de cidades cujo feriado já é uma realidade.
Em nível Federal, devemos questionar o real compromisso de Lula para com o movimento negro brasileiro, que até o momento, não resolveu essa parada sobre o feriado Nacional. Também é necessário que façamos o debate sobre o conjunto das bandeiras de luta do Movimento negro, que não se limita apenas ao feriado de 20 de novembro.
Concomitantemente, ao não tencionarmos sobre essa conquista mesmo que atomizada ( do Feriado existente ), corremos o risco de retroceder diante dos interesses e compromissos dos setores empresariais, via Câmaras municipais que tentam negar e até descaracterizar a manifestação popular do povo negro através da aprovação das leis nas mais variadas cidades do nosso País.
Em algumas cidades já existem manobras para descaracterizar o dia 20 de Novembro, quando alteram a lei, desconsiderando da data referência, transferindo-a para os domingos, burlando a lei aprovada, bem como, descaracterizando e desconstruindo a simbologia do dia da consciência negra e o significado da tragédia da escravidão.
Devemos avançar com a implantação da Capoeira na grade curricular das escolas públicas e privadas, bem como, exigimos das Prefeituras a criação de Secretarias de gênero e Etnia, para a implementação de políticas voltadas diretamente às demandas do povo negro.
É oportuno que realizemos atos públicos em frente às faculdades públicas e ou autarquias que ignoram o debate e a implementação das políticas de cotas, bem como, exigimos do Governo Federal as reparações históricas dos bens e direitos confiscados do povo negro ao longo da nossa história.
Devemos ainda reapresentar no Congresso Nacional um novo estatuto da igualdade racial, elaborado pelo movimento com ampla participação popular, em consonância com os Deputados sensíveis e comprometidos com as nossas lutas. Nesse contexto, também é determinante a nossa resistência contra a criminalização dos movimentos sociais e a faxina étnica cometida contra os jovens pobres e o nosso povo negro.
*O Fim do racismo é preciso!!!
*
Aldo Santos - Sindicalista, Coordenador da corrente Política TLS, Presidente da Associação dos Professores de Filosofia do Estado de São Paulo, membro da Executiva Estadual e Presidente do Psol em SBC. (12/11/09)
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Inquisição: na Faculdade Uniban!!!
Pichação em muro da Faculdade Uniban no ABC fala em preconceito
Uma pichação em um muro do campus da Universidade Bandeirante (Uniban) de São Bernardo do Campo, no ABC, chamava a atenção de quem passava pelo local na manhã desta segunda-feira (9). Segundo alunos, a inscrição ‘Faculdade preconceito’ não estava no local até o fim da semana passada. No fim de semana, a Uniban anunciou a expulsão de Geisy Villa Nova Arruda, estudante que teve que ser escoltada pela Polícia Militar após causar alvoroço com um vestido curto na universidade. O assessor jurídico da Uniban, Décio Lecioni Machado, disse ao G1 que ainda não tinha conhecimento da pichação (Foto: Juliana Cardilli/G1)
sábado, 24 de outubro de 2009
Paulo Renato e Serra, Inimigos da Educação.
Não tem limite a ofensiva do governo que imputa aos Professores do Estado de São Paulo o fracasso de sua política educacional ao longo dos governos tucanos. Num primeiro momento, eles elegeram os Admitidos em Caráter Temporário (ACTs), como bode expiatório do fracasso generalizado da Educação conforme demonstra os mais variados índices de avaliação.
Essa divisão, gerou protestos, estimulou greves, passeatas, mais o governo na tentativa de justificar seu próprio insucesso, insiste na linha de criminalizar pedagogicamente os educadores, responsabilizando-os pela péssima qualidade educacional e todas as mazelas decorrentes.
Os professores além da humilhação sofrida no cotidiano escolar (submetidos a todo tipo de violência, assédio moral, e outros ), o governo desconstrói “o ser do educador”, precariza as condições de trabalho e salário, para justificar a imposição de novas políticas elitistas, divisionistas, ainda exterioriza e reforça sua ojeriza pelos educadores estaduais.
No ano de 2008, instituíram a provinha que finalmente serviu para desnudar a incompetência do governo que foi incapaz de aplicar uma prova com a devida lisura que o processo requer. Além de serem derrotados na política da provinha Serrana, a justiça não teve outro caminho a não ser a anulação da referida prova, mantendo o critério anterior para o processo de atribuição de aulas .
Além dessa ofensiva, ele decretou a doença via imperativo da lei, definindo quantas vezes o professor poderia ficar doente durante o ano e instituiu o bônus como forma de aliciamento educacional, sem assegurar o efetivo aumento salarial e a necessária valorização do magistério.
A secretária da educação anterior a Paulo Renato, abusou e usou do poder de secretária para ofender professores e instituições e da mesma forma que a arrogância e a prepotência alcançou as alturas, foi grande também sua queda, pois, a categoria numa efetiva ofensiva foi às ruas e a exemplo de secretários anteriores levou-os ao desgaste e a conseqüente exoneração por parte do responsável Maior pela deseducação no Estado, o Governador José Serra.
Num vacilo da Direção majoritária do sindicato, que poderia ter resistido, e derrotado esse governo, o governo avança de forma implacável “liberando as maldades contidas na caixa de pandora educacional dos tucanos, onde sequer a esperança esperou” .
Aprovaram o PLC 19 e 20, e agora aprovam o PLC 29, sacramentando em linhas gerais o novo perfil que pode ser denominado de “ professor padrão ” no maior estado brasileiro, que certamente vai influenciar outros setores da educação nacional.
Os ACTs, depois de lecionarem 20 a 30 anos , terão que provar se sabem ou não lecionar, e para isso desconsideram o papel das instituições educacionais (faculdades e universidades públicas e privadas) que tem a atribuição de habilitar os profissionais da educação.
Convém salientar que os admitidos pela lei 500/74, não entraram pela porta dos fundos e em nossa opinião deveriam ter o direito assegurado, (Estabilidade efetiva e não de apenas 12 aulas), depois de trabalharem mais de 35anos sob a guarida de uma lei estadual.
O que de fato se pretende é a imposição doutrinaria da escola do PSDB como critério seletivo e de ilação político/ideológico, objetivando fazer a triagem dos futuros concursados, bem como, viabilizar as provas anuais para aferir o mérito exigido pelo PLC 29 que foi aprovado na calada da madrugada do dia 21/10/09.
Com a aprovação desse projeto, eles vão criar várias redes e evidenciar o perfil dos educadores nas mais variadas modalidades: Teremos a categoria dos profissionais Obsoletos, (Professores que por ventura não consigam passar na referida provinha).
Os descartáveis, que trabalha um ano e serão dispensados e deletados, Os (professores padrão), que comporão o plantel dos 20 % que a lei assegura para fins de promoção, e o baixo-clero (80%) que ficarão de cabeça baixa, porque serão impedidos por lei de ter uma carreira assegurada, com evolução funcional, pois o funil é seletivo, preconceituoso, além de decretar o fim da isonomia salarial.
Na verdade, a criminalização dos professores vai continuar em novas modalidades. Na Prática estamos na “faixa de gaza educacional”, onde somos detonados e destruídos, e nossa reação está limitada e voltada para um parlamento viciado e comprometido com o governo inimigo e opressor.
Fazemos um chamado aos professores OFAs, (ativos e inativos), estáveis, efetivos e aposentados que serão vitimas da nova lei aprovada, bem como, a diretoria dos sindicatos para que possamos a luz da realidade posta retomarmos o caminho da luta e da resistência efetiva. O Ponto alto do desrespeito e da humilhação para com o sindicato e os professores foi o episódio que ocorreu no último CER (20/10/09), onde o sindicato tinha alugado o espaço para a realização da referida reunião e o governo desalugou e desalojou os professores que tiveram que improvisar e realizar a reunião do Conselho estadual de Representantes numa praça pública, próximo a assembléia legislativa do Estado.
Como se não bastasse a agressão acima, mais uma vez fomos recepcionados no portão de entrada do poder legislativo pela tropa de Choque de Serra e dos deputados que tripudiam encima da fragilidade demonstrada pelo maior sindicato da América Latina (APEOESP).
O palco da nossa ação e resistência não pode ser o parlamento burguês, pela sua natureza governista e pela sua capacidade de controle sobre os educadores que entram nessa lógica e no jogo deles, uma vez que o campo, a bola, o juiz, os jogadores e o técnico são nossos adversários e inimigos da nossa classe.
Diante da política de terra arrasada construída pelo governo e seus asseclas, não resta outra alternativa senão irmos a luta contra a destruição da educação e dos educadores , pois mais uma vez nos deparamos com um secretário inimigo da Educação e dos Professores .
Não resta dúvida que devemos retomar e divulgar, a exemplo de outros momentos correlatos a insígnia de: “Paulo Renato e Serra, inimigos da educação e dos professores (as).
*Reagir é preciso!!!
*(Aldo Santos - Sindicalista, coordenador da corrente política TLS, Membro da Executiva Estadual e Presidente do Psol SBC (24/10/09)
terça-feira, 21 de julho de 2009
Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar.
*Fracassei em tudo o que tentei na vida. Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei fazer uma universidade séria e fracassei. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu.
(Darcy Ribeiro)
quarta-feira, 1 de abril de 2009
DITADURA NUNCA MAIS...
Na madrugada de 1º de abril de 1964, o então presidente da República, João Goulart, eleito democraticamente, foi deposto por forças golpistas que diziam - se revolucionárias. Assim, teve início um período de vinte anos de ditadura militar no Brasil. Atos institucionais, censuras, prisões arbitrárias, ausência de liberdade, tortura, cadáveres ocultados. História ainda recente de um país, 45 anos significa uma parcela bem pequena no tempo de um povo que conta 500 anos de colonização portuguesa e milhares de anos de ocupação humana.
Para que não se esqueça...
Por todos aqueles que tombaram lutando pela liberdade...
PRESENTE!
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
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No seu uso mais comum, o termo comunismo refere-se à obra e às idéias de Karl Marx e, posteriormente, a diversos outros teóricos, notavelmente Friedrich Engels, Rosa Luxemburgo, Vladimir Lenin, entre outros. Uma das principais obras fundadoras desta corrente política é O Manifesto do Partido Comunista de Marx e Engels e a principal obra teórica é O Capital de Marx.
As principais características do modelo de sociedade comunal proposto nas obras de Marx e Engels são:
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* A inexistência das classes sociais.
* As necessidades de todas as pessoas supridas.
* A ausência do Estado.
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Para chegar a tal estado, Marx propõe uma fase de transição, com a tomada do poder pelos proletários para abolir a propriedade privada dos meios de produção e a consequente orientação da economia de forma planejada com o objetivo de suprir todas as necessidades da sociedade e seus indivíduos. Marx entende que, com as necessidades supridas, deixam de existir as classes sociais e, portanto, não existe mais a necessidade do Estado.
Para chegar a tal estado, Marx propõe uma fase de transição, com a tomada do poder pelos proletários para abolir a propriedade privada dos meios de produção e a consequente orientação da economia de forma planejada com o objetivo de suprir todas as necessidades da sociedade e seus indivíduos. Marx entende que, com as necessidades supridas, deixam de existir as classes sociais e, portanto, não existe mais a necessidade do Estado.
Algumas vertentes do socialismo e do comunismo, identificadas como anarquistas, defendem a abolição imediata do Estado. Tornam-se mais visíveis as diferenças entre estes grupos quando se sabe que a primeira Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) terminou como resultado da cisão entre Marxistas (que acreditavam na necessidade de tomar o poder do Estado para realizar a revolução) e Bakuninistas (que acreditavam que não haveria revolução a menos que o Estado fosse abolido em simultâneo com o capitalismo).
A teoria que dá base à construção do comunismo tem como ponto de partida a análise feita por Marx da sociedade capitalista. Segundo ele, a propriedade privada dos meios de produção, característica fundamental do capitalismo, só existe com a apropriação da mais-valia pela classe dominante, ou seja, a exploração do homem pelo homem é fundamental ao capitalismo.
Marx acreditava que somente em uma sociedade sem classes sociais essa exploração não aconteceria. Considerava, ainda, que somente o proletariado[1] poderia, por uma luta política consciente e consequente de seu papel, derrubar o capitalismo, não para constituir um Estado para si, mas para acabar com as classes sociais e derrubar o Estado como instrumento político de existência das classes.A palavra comunismo apareceu pela primeira vez na imprensa em 1827, quando Robert Owen se referiu a socialistas e comunistas. Segundo ele, estes consideravam o capital comum mais benéfico do que o capital privado. As palavras socialismo e comunismo foram usadas como sinônimos durante todo o século XIX. A definição do termo comunismo é dada após a Revolução russa, no início do século XX, pois Vladimir Lenin entendia que o termo socialismo já estava desgastado e deturpado. Por sua teoria, o comunismo só seria atingido depois de uma fase de transição pelo socialismo, onde haveria ainda uma hierarquia de governo.
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Karl Max
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Karl Marx foi o responsável pela análise econômica e histórica mais detalhada da evolução das relações econômicas entre as classes sociais. Marx procurou demonstrar a dinâmica econômica que levou a sociedade, partindo do comunismo primitivo, até a concentração cada vez mais acentuada do capital e o aparecimento da classe operária. Esta, ao mesmo tempo seria filha do capitalismo, e a fonte de sua futura ruína. Marx se diferenciou dos seus precursores por explicar a evolução da sociedade em termos puramente econômicos, e se referir à acumulação do capital através da mais-valia de forma mais clara que seus antecessores.
Karl Marx foi o responsável pela análise econômica e histórica mais detalhada da evolução das relações econômicas entre as classes sociais. Marx procurou demonstrar a dinâmica econômica que levou a sociedade, partindo do comunismo primitivo, até a concentração cada vez mais acentuada do capital e o aparecimento da classe operária. Esta, ao mesmo tempo seria filha do capitalismo, e a fonte de sua futura ruína. Marx se diferenciou dos seus precursores por explicar a evolução da sociedade em termos puramente econômicos, e se referir à acumulação do capital através da mais-valia de forma mais clara que seus antecessores.
Marx considerava, ao contrário de muitos dos seus contemporâneos e de muitos críticos actuais, o comunismo um "movimento real" e não um "ideal" ou "modelo de sociedade" produzido por intelectuais. Este movimento real, para Marx, se manifestava no movimento operário. Inicialmente ele propôs que a classe operária fizesse um processo de estatização dos meios de produção ao derrubar o poder da burguesia, para depois haver a supressão total do Estado. Após a experiência da Comuna de Paris, ele revê esta posição e passa a defender a abolição do Estado e o "autogoverno dos produtores associados". No entanto, também diferentemente dos outros autores, Marx acreditava que a sociedade era regida por leis econômicas que eram alheias à vontade humana. Para ele, tanto as mudanças passadas, quanto a Revolução socialista que poria fim ao capitalismo, eram necessidades históricas que fatalmente aconteceriam.
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Bandas
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terça-feira, 20 de janeiro de 2009
PELA AUTODETER- MINAÇÃO DO POVO PALESTINO E DE TODOS OS POVOS!!!
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LIBERDADE PARA O POVO PALESTINO!!!
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“(...) me recolhi na casa velha da fazenda, fiz dela o meu refúgio, o esconderijo lúdico da minha insônia e suas dores, (...) devolvendo às origens as raízes dos meus pés, me desloquei entre ratos cinzentos, explorei o silêncio dos corredores, percorri a madeira que gemia, as rachas nas paredes, janelas arriadas, o negrume da cozinha, (...) ia revivendo os suspiros esquálidos pendendo dos caibros com as teias de aranha, a história tranqüila debruçada nos parapeitos, uma história mais forte nas suas vigas; marcando o silêncio úmido daquele poço, só existia um braço de sol passando sorrateiro por uma fresta do telhado, acendendo um pequeno lume, poroso e frio, no chão do assoalho; incidindo em cada canto meu tormento sacro e profano, ia enchendo os cômodos em abandono com minhas preces, iluminando (...) as sombras esotéricas que fizeram a fama assustada da casa velha; e enquanto me subiam os gemidos subterrâneos através das tábuas, eu fui dizendo, como quem ora, ainda incendeio essa madeira, esses tijolos, essa argamassa (...)”
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- “Lavoura Arcaica” – Raduan Nassar
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sexta-feira, 15 de agosto de 2008
A propaganda põe
a gente pra correr
atrás de carros e roupas.
Trabalhar em empregos que odiamos
para comprar merdas inúteis.
Somos uma geração
sem peso na história.
Sem propósito ou lugar.
Não temos guerra mundial.
Nossa guerra é a espiritual.
Nossa depressão são nossas vidas.
(Tyler Durden para Jack no filme “Clube da Luta”)
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