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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Canção de Amor da Jovem Louca

Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro

Ergo as pálpebras e tudo volta a renascer
(Acho que te criei no interior da minha mente)
Saem valsando as estrelas, vermelhas e azuis,
Entra a galope a arbitrária escuridão:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.
Enfeitiçaste-me, em sonhos, para a cama,
Cantaste-me para a loucura; beijaste-me para a insanidade.
(Acho que te criei no interior de minha mente)
Tomba Deus das alturas; abranda-se o fogo do inferno:
Retiram-se os serafins e os homens de Satã:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.
Imaginei que voltarias como prometeste
Envelheço, porém, e esqueço-me do teu nome.
(Acho que te criei no interior de minha mente)
Deveria, em teu lugar, ter amado um falcão
Pelo menos, com a primavera, retornam com estrondo
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro:
(Acho que te criei no interior de minha mente).
(Sylvia Plath)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Por que a gente é assim?

'Há tanta dor nesse jogo de procurar um parceiro, de testar, tentar.
E a gente se dá conta subitamente de ter esquecido que era só um jogo, e vai embora chorando.'
(Sylvia Plath)

domingo, 6 de dezembro de 2009

Para que serve minha vida?

Para que serve minha vida e o que vou fazer com ela? Não sei e sinto medo. Não posso ler todos os livros que quero; não posso ser todas as pessoas que quero e viver todas as vidas que quero. E por que eu quero? Quero viver e sentir as nuances, os tons e as variações das experiências físicas e mentais possíveis de minha existência. E sou terrivelmente limitada. (…) Tenho muita vida pela frente, mas inexplicavelmente sinto-me triste e fraca. No fundo, talvez se possa localizar tal sentimento em meu desagrado por ter de escolher entre alternativas. Talvez por isso queira ser todos – assim, ninguém poderá me culpar por eu ser eu. Assim, não precisarei assumir a responsabilidade pelo desenvolvimento do meu caráter e de minha filosofia.
*
eis a fuga pra loucura...
(Silvia Plath)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O último inverno de Sylvia Plath

Após longo assédio
do inverno, ajustou contas com a lua
arrumou a perfeição
dos símbolos nos poemas, do corpo
e das toalhas
molhadas que vedaram a porta e as janelas
O quarto das crianças seria uma redoma
conservando a infância
Descansada quanto às lides da casa
soçobrava
a cabeça no interior do forno
com o gás ligado
compôs a fria lâmina da morte.
(Sylvia Plath)

sábado, 17 de outubro de 2009

Adeus... Agora é definitivo!

“Ninguém jamais despertou tamanha intensidade física em mim.
Afastei-o, pois não suportaria ser um capricho passageiro.
Antes de entregar meu corpo, preciso entregar meus pensamentos, minha mente, meus sonhos.
E você não queria saber de nada disso.”

(Sylvia Plath)