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sábado, 30 de janeiro de 2016

INTUIÇÃO

Canta uma canção bonita
Falando da vida, em 'Ré maior'
Canta uma canção daquela
De filosofia
Do mundo bem melhor

Canta uma canção que aguente
Essa paulada, e a gente
Bate o pé no chão
Canta uma canção daquela
Pula da janela, bate o pé no chão

Sem o compromisso estreito
De falar perfeito
Coerente ou não
Sem o verso estilizado
O verso emocionado
Bate o pé no chão

Canto uma canção bonita
Falando da vida, em 'Ré maior'.
Canto uma canção daquelas
De filosofia
E mundo bem melhor

Canta uma canção que aguente
Essa paulada, e a gente
Bate o pé no chão
Canto uma canção daquela
Pula da janela, bate o pé no chão

Sem o compromisso estreito
De falar perfeito
Coerente ou não
Sem o verso estilizado
O verso emocionado
Bate o pé no chão

Canta o que não silencia
É onde principia a intuição
E nasce uma canção rimada
Da voz arrancada
Ao nosso coração

Como, sem licença, o sol
Rompe a barra da noite
Sem pedir perdão!
Hoje quem não cantaria
Grita a poesia
E bate o pé no chão!

E hoje quem não cantaria
Grita a poesia
E bate o pé no chão!

Sem o compromisso estreito
De falar perfeito
Bate o pé no chão
Sem o verso estilizado
O verso emocionado
Bate o pé no chão

Canto uma canção bonita
Falando da vida, em 'Ré maior'
Canto uma canção daquela
De filosofia
Do mundo bem melhor

Canta uma canção que aguente
Essa paulada, e a gente
Bate o pé no chão
E hoje quem não cantaria
Grita a poesia
Bate o pé no chão

Oswaldo Montenegro - Intuição

domingo, 15 de novembro de 2009

Sobre o amor...


Quando
a
gente
ama,
simplesmente
ama.”
*


(Oswaldo Montenegro)

sábado, 24 de outubro de 2009

Mudar Dói, Não Mudar Dói Muito

Não pense que o mundo acaba
Ali onde a vista alcança
Quem não ouve a melodia
Acha maluco quem dança
Se você já me explicou
Agora muda de assunto
Hoje eu sei que mudar dói
Mas não mudar dói muito

(Oswaldo Montenegro)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Oswaldo Montenegro - A lista

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Aos Filhos dos Hippies

Onde andam seus pais
se cansaram da estrada?
Hippies, ingênuos e nus,
a vocês não dizem nada?
O que pensam seus pais
da ilusão destroçada?
Velhos sonhos azuis
derramados na calçada
Ainda cantam velhos blues
sobre seres com asas?
Ou perderam na luz
o caminho de casa?
O que sentem seus pais
quando alguém acha graça
dos gentis samurais
artesões pobres na praça?
O que dói nos seus pais
é a falta de esperança?
Ou seu olho que vai
onde o deles não alcança?
*
(Oswaldo Montenegro: Aos Filhos dos Hippies)

terça-feira, 10 de junho de 2008

 Quando os bichos
dançam com as fadas
entre uma balada e um blues
a paixão cai de madrugada
lá do céu escorrem azuis
pingam luas, gotas aladas
entre uma balada e um blues
no repouso das cavalgadas
quando a noite abranda essa luz
o calor das mãos apertadas
reconforta a mão que conduz um
amor dos contos de fadas
entre uma balada e um blues
*


Entre uma balada e um blues / Oswaldo Montenegro