Mostrando postagens com marcador Guimarães Rosa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Guimarães Rosa. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
sábado, 30 de outubro de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
AmOr... SeMpRe o AmOr...
Lei ladra o poder da vida.
Direitinho declaro o que, durante todo tempo,
sempre mais, às vezes menos, comigo se passou.
de sentir o cheiro do corpo dele, dos braços,
que às vezes adivinhei insensatamente - tentação dessa eu espairecia,
aí rijo comigo renegava. Muitos momentos.
Conforme, por exemplo, quando me lembrava daquelas mãos,
Guimarães Rosa in "Grande Sertão: Veredas"
Direitinho declaro o que, durante todo tempo,
sempre mais, às vezes menos, comigo se passou.
Aquela mandante amizade.
Eu não pensava em adição nenhuma, de pior propósito.
Mas eu gostava dele, dia mais dia, mais gostava.
Digo o senhor: como um feitiço? Isso. Feito coisa feita.
Digo o senhor: como um feitiço? Isso. Feito coisa feita.
Era ele estar perto de mim, e nada me faltava.
Era ele fechar a cara e estar tristonho, e eu perdia meu sossego.
Era ele estar por longe, e eu só nele pensava.
E eu mesmo não entendia então o que aquilo era? Sei que sim. Mas não.
E eu mesmo entender não queria. Acho que.
Aquela meiguice, desigual que ele sabia esconder o mais de sempre.
E em mim a vontade de chegar todo próximo, quase uma ânsiade sentir o cheiro do corpo dele, dos braços,
que às vezes adivinhei insensatamente - tentação dessa eu espairecia,
aí rijo comigo renegava. Muitos momentos.
Conforme, por exemplo, quando me lembrava daquelas mãos,
do jeito como encostavam no meu rosto.
Guimarães Rosa in "Grande Sertão: Veredas"
sexta-feira, 11 de junho de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
GUIMARÃES ROSA: “FEITICEIRO DAS PALAVRAS”... “CABOCLO UNIVERSAL”
“Não gosto de falar em infância. É um tempo de coisas boas, mas sempre com pessoas grandes incomodando a gente, intervindo, estragando os prazeres. Recordando o tempo de criança, vejo por lá excesso de adultos, todos eles, os mais queridos, ao modo de policiais do invasor, em terra ocupada. Fui rancoroso e revolucionário permanente, então. Gostava de estudar sozinho e de brincar de geografia. Mas, tempo bom, de verdade, só começou com a conquista de algum isolamento, com a segurança de poder fechar-me num quarto e trancar a porta. Deitar no chão e imaginar estórias, poemas, romances, botando todo mundo conhecido como personagem, misturando as melhores coisas vistas e ouvidas.”
(João Guimarães Rosa)
sábado, 21 de novembro de 2009
(...)
“Ah, tem uma repetição, que sempre outras vezes em minha vida acontece. Eu atravesso as coisas – e no meio da travessia não vejo! – só estava era entretido na idéia dos lugares de saída e de chegada. Assaz o senhor sabe: a gente quer passar um rio a nado, e passa; mais vai dar na outra banda é num ponto muito mais embaixo, bem diverso do em que primeiro se pensou. Viver nem não é muito perigoso?”
(João Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas)
sábado, 10 de outubro de 2009
Amigo...
“Amigo? Aí foi isso que eu entendi? Ah, não; amigo, para mim, é diferente. Não é um ajuste de um dar serviço ao outro, e receber, e saírem por este mundo, barganhando ajudas, ainda que sendo com o fazer a injustiça aos demais. Amigo, para mim, é só isto; é a pessoa com quem a gente gosta de conversar, do igual o igual, desarmado. O de que um tira prazer de estar próximo. Só isto, quase; e os todos sacrifícios. Ou – amigo – é que a gente seja, mas sem precisar de saber o por quê é que é.”
(Guimarães Rosa in Grande Sertão: Veredas)
Assinar:
Postagens (Atom)





