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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Não desisto!

Já conheço os passos dessa estrada… E, mesmo assim, estarei sempre pronto para esquecer aqueles que me levaram a um abismo. E mais uma vez amarei. E mais uma vez direi que nunca amei tanto em toda a minha vida.

(Fernanda Young)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Perguntas sem respostas


Não gosto de perder as minhas coisas, você sabe. E hoje, cercada pela sua ausência, procuro o que procurar. Experimentando o desânimo da busca desiludida. Pois, se um amor como aquele acaba dessa maneira, vale a pena encontrar um outro? Será inteligente apostar tanto de novo?

(Fernanda Young)

terça-feira, 20 de julho de 2010

Coisas que eu gosto!

“Eu gosto de carinho violento. De falar. De estar certa. De quem entende o que eu digo. De quem escuta o que eu penso. Da minha prole. Dos meus discos. Dos meus livros. Dos meus cachorros. Dos Stones. Do Rock Natural. Da minha solidãozinha. Dos meus blues. Do meu sofá vermelho. Da minha casa. Do meu umbigo. De unhas cor de carmim. De homem que sabe ser homem. De noites em claro e dias em branco. De chuva e de sol. Eu guardo as minhas rejeições em vidrinhos rotulados com o nome deles. Eu sou mole demais por dentro pra deixar todo mundo ver. Eu deixo pra quem eu acho que pode comigo. Ninguém sabe. Mas eu tenho coração de moça.”
(Fernanda Young)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Votos de Submissão

Caso você queira posso passar seu terno,
aquele que você não usa por estar amarrotado.
Costuro as suas meias para o longo inverno...
Use capa de chuva, não quero ter você molhado.
Se de noite fizer aquele tão esperado frio
poderei cobrir-lhe com o meu corpo inteiro.
E verás como a minha pele de algodão macio,
agora quente, será fresca quando for janeiro.
Nos meses de outono eu varro sua varanda,
para deitarmos debaixo de todos os planetas.
O meu cheiro te acolherá com toques de lavanda
- Em mim há outras mulheres e algumas ninfetas
-Depois plantarei para ti margaridas da primavera
e aí no meu corpo somente você e leves vestidos,
para serem tirados pelo seu total desejo de quimera.
- Os meus desejos, irei ver nos seus olhos refletidos.
- Mas quando for a hora de me calar e ir embora
sei que, sofrendo, deixarei você longe de mim.
Não me envergonharia de pedir ao seu amor esmola,
mas não quero que o meu verão resseque o seu jardim.
(Nem vou deixar – mesmo querendo – nenhuma fotografia.
Só o frio, os planetas, as ninfetas e toda minha poesia.)

(Fernanda Young)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Só eu sei...

Sei das besteiras que faço
Das besteiras que falo
De onde vêm os hematomas
Dos medos e dos fracassos
Sei o que penso na insônia
Quando dou uma esmola
Quando digo minha glória
E penso nos vestidos
Sei das noites bebidas
Nos copos sujos e sujos
Conheço cada pedaço da rua
Conheço um pouco de tudo
E sei que digo mentira
Quando digo “Sei de tudo”
Falo demais sobre mim
E quando vejo
Já disse
Algumas verdades...
(Fernanda Young)

domingo, 22 de novembro de 2009

Vício

“Não posso mais roer os nervos enquanto as horas passam e você não aparece.
Preciso me poupar.
Nem mais pretendo sofrer, depois, quando você sumir de vez.
Sofrer por amor é pura vaidade.
Vou olhar para retratos meus
e, de novo, sentirei orgulho de mim.
Fotos minhas antes de você.
Quando eu ainda não tinha provado desse seu veneno vicioso.
Da saliva que se fez heroína.
Do cheiro que se fez lança-perfume.”

(Fernanda Young – “O Efeito Urano”)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Decifra-me, mas não conclua. Eu posso te surpreender.

Mulheres tarja - preta, contra-indicadas, que causam dependência física e psíquica. Com elas, não há de vez em quando; toma-se uma dose já se desejando outra.

(Fernanda Young)