Não restará a noite.
Morrerei e comigo irá à soma
Apagarei medalhas e pirâmides,
Os continentes e os rostos.
Apagarei a acumulação do passado.
Farei da história pó, do pó o pó.
Estou a olhar o último poente.
Lego o nada a ninguém.
*
(Jorge Luis Borges, in “A Rosa Profunda”)

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