terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
sábado, 21 de janeiro de 2012
Porque é tão difícil conviver comigo!!!
enquanto outra acha que só se ama errado.
Tenho uma metade que mente, trai, engana.
Outra que só conhece a verdade.
Uma parte que precisa de calor, carinho, pés com pés.
Outra que sobrevive sozinha, metade auto-suficiente...”
Tenho uma metade que mente, trai, engana.
Outra que só conhece a verdade.
Uma parte que precisa de calor, carinho, pés com pés.
Outra que sobrevive sozinha, metade auto-suficiente...”
(Caio Fernando Abreu)
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
O mistério está é na tua vida!
Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo...
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo...
(Mario Quintana)
PS: Armandito querido,
Obrigada mais uma vez pelo carinho, pelas mensagens, por este lindo poema e por todo amor que dedicas a esta mortal que muito te ama!!!!!!
Beijos e beijos...
Dani
PS: Armandito querido,
Obrigada mais uma vez pelo carinho, pelas mensagens, por este lindo poema e por todo amor que dedicas a esta mortal que muito te ama!!!!!!
Beijos e beijos...
Dani
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Eu já morri muitas vezes e é ainda da vida que tenho mais medo...
Dorme, meu amor, que o mundo já viu morrer mais este dia e eu estou aqui, de guarda aos pesadelos.
Fecha os olhos agora e sossega — o pior já passou há muito tempo; e o vento amaciou; e a minha mão desvia os passos do medo.
Dorme, meu amor — a morte está deitada sob o lençol da terra onde nasceste e pode levantar-se como um pássaro assim que adormeceres. Mas nada temas: as suas asas de sombra não hão-de derrubar-me — eu já morri muitas vezes e é ainda da vida que tenho mais medo.
Fecha os olhos agora e sossega — a porta está trancada; e os fantasmas da casa que o jardim devorou andam perdidos nas brumas que lancei ao caminho.
Por isso, dorme, meu amor, larga a tristeza à porta do meu corpo e nada temas: eu já ouvi o silêncio, já vi a escuridão, já olhei a morte debruçada nos espelhos e estou aqui, de guarda aos pesadelos — a noite é um poema que conheço de cor e vou cantar-te até adormeceres.
(Maria do Rosário Pedreira)
domingo, 8 de janeiro de 2012
As Lentas Nuvens Fazem Sono
As lentas nuvens fazem sono,
O céu azul faz bom dormir.
Bóio, num íntimo abandono,
À tona de me não sentir.
E é suave, como um correr de água,
O sentir que não sou alguém,
Não sou capaz de peso ou mágoa.
Minha alma é aquilo que não tem.
Que bom, à margem do ribeiro
Saber que é ele que vai indo...
E só em sono eu vou primeiro.
E só em sonho eu vou seguindo.
O céu azul faz bom dormir.
Bóio, num íntimo abandono,
À tona de me não sentir.
E é suave, como um correr de água,
O sentir que não sou alguém,
Não sou capaz de peso ou mágoa.
Minha alma é aquilo que não tem.
Que bom, à margem do ribeiro
Saber que é ele que vai indo...
E só em sono eu vou primeiro.
E só em sonho eu vou seguindo.
(Fernando Pessoa)
sábado, 7 de janeiro de 2012
sábado, 24 de dezembro de 2011
domingo, 11 de dezembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
sábado, 26 de novembro de 2011
A outra metade da sua alma...
Quando você encontrar a outra metade da sua alma, você vai entender porque todos os outros amores deixaram você ir. Quando você encontrar a pessoa que realmente merece o seu coração, você vai entender porque as coisas não funcionaram com todos os outros..
O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: “Se eu fosse você”. A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção.
(Rubem Alves)
sábado, 29 de outubro de 2011
Quando Eu Morri
Quando eu morri em dezembro
De mil novecentos e setenta e dois
Esperava ressuscitar e juntar os pedaços
Da minha cabeça
Um tempo depois um psiquiatra disse
Que eu forçasse a barra
E me esforçasse pra voltar à vida
E eu parei de tomar ácido lisérgico
E fiquei quieto lambendo minha própria ferida
Sem saber se era crime ou castigo
E se havia outro cordão no meu umbigo
Pra de novo arrebentar
Pois eu fui puxado à ferro
Arrancado do útero materno
E apanhei pra poder chorar
Quando eu morri suando frio
Vi Jimmy Hendrix tocando nuvens distorcidas
Eu nem consegui falar
E depois por um momento
O céu virou fragmento do inferno
Em que eu tive que entrar
Eu sentia tanto medo, só queria dormir cedo
Pra noite passar depressa
E não poder me agarrar
Noites de garras de aço
Me cortavam em mil pedaços
E no outro dia eu tinha que me remendar
E se a vida pede a morte
Talvez seja muita sorte eu ainda estar aqui
E a cada beijo do desejo
Eu me entorpeço e me esqueço
De tudo que eu ainda não entendi
De mil novecentos e setenta e dois
Esperava ressuscitar e juntar os pedaços
Da minha cabeça
Um tempo depois um psiquiatra disse
Que eu forçasse a barra
E me esforçasse pra voltar à vida
E eu parei de tomar ácido lisérgico
E fiquei quieto lambendo minha própria ferida
Sem saber se era crime ou castigo
E se havia outro cordão no meu umbigo
Pra de novo arrebentar
Pois eu fui puxado à ferro
Arrancado do útero materno
E apanhei pra poder chorar
Quando eu morri suando frio
Vi Jimmy Hendrix tocando nuvens distorcidas
Eu nem consegui falar
E depois por um momento
O céu virou fragmento do inferno
Em que eu tive que entrar
Eu sentia tanto medo, só queria dormir cedo
Pra noite passar depressa
E não poder me agarrar
Noites de garras de aço
Me cortavam em mil pedaços
E no outro dia eu tinha que me remendar
E se a vida pede a morte
Talvez seja muita sorte eu ainda estar aqui
E a cada beijo do desejo
Eu me entorpeço e me esqueço
De tudo que eu ainda não entendi
(Raul Seixas - Quando eu morri)
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Meu Deus, me dê a Coragem
Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio
como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
o meu pecado de pensar.
todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio
como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
o meu pecado de pensar.
(Clarice Lispector)
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Vi muitas vezes que os homens ficam neuróticos quando se contentam com respostas insuficientes ou falsas às questões da vida. Procuram situação, casamento, reputação, sucesso exterior e dinheiro; mas permanecem neuróticos e infelizes, mesmo quando atingem o que buscavam. Essas pessoas sofrem de uma grande limitação do espírito. Sua vida não tem conteúdo suficiente, não tem sentido. Por esse motivo a ideia de auto-aprimoramento tem a maior importância...
(Carl Gustav Jung)
sábado, 3 de setembro de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Sinto Saudades...
Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...
Sinto saudades da minha infância,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!
Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!
Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tivemas quis muito ter!
Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...
Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!
Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!
Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,
Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.
Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,espontaneamente quando
estamos desesperados...para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples
"I miss you"ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.
Talvez não exprima corretamente
a imensa faltaque sentimos de coisas
ou pessoas queridas.
E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.
Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
que perdemos ao longo da nossa existência...
(Clarice Lispector)
PS: Armandito... Este pensamento me caiu como luva...
Que SAUDADE sinto da minha mãe, da minha infância, da minha vida!!!
Amo Você!!!!!
Obrigada por tudo meu querido!!!!!!
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Sobre o AMOR...
“Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta, o amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão, o verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar, ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano, isso são só referenciais, ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca, ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera”.
(Marta Medeiros)
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
terça-feira, 26 de julho de 2011
Coisas sobre mim por Manuel Bandeira...
Assim eu quereria o meu último poema
Que fosse terno dizendo coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.
(Manuel Bandeira - Antologia Poética)
domingo, 17 de julho de 2011
Poesia
Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.
(Carlos Drummond de Andrade - Alguma poesia)
terça-feira, 12 de julho de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Para Refletir...
Está comprovado que a produção dos meios de alimentação no mundo não acompanha o passo do crescimento da população, apesar dos mais modernos recursos técnicos e a despeito de importantes fertilizadores químicos. A época atual deve à Química os preparadores para controle da natalidade. Mas, para que servem, se as mulheres não os usam nos países subdesenvolvidos? Pois somente se se lograsse baixar nos próximos dez anos, isto é, até 1980, o surto de natalidade até a metade, a produção de meios alimentícios poderia ocorrer paralelamente ao aumento da população. Infelizmente, não podemos acreditar nesse caminho racional, porque é difícil demolir a muralha dos preconceitos, dos motivos supostamente éticos e das leis religiosas, enquanto aumenta a desgraça da superpopulação. Será mais humano, ou prescrito por Deus, que ano por ano morram de fome milhões de seres humanos, do que impedir essas pobres criaturas de nascer?
Erich von Däniken
Eram os Deuses astronautas?
(1938)
terça-feira, 28 de junho de 2011
Nietzsche: A Vontade de Poder
Todas as espécies de prazer ou de dor, por mais espontâneas que sejam, são resultantes duma grande complexidade, nelas estão contidas: toda a nossa experiência e uma quantidade enorme de juízos de valor e de erros.
A intensidade da dor está longe de ser proporcional ao perigo que possa anunciar, como o nosso conhecimento dos fatos comprova. O mesmo se dá quanto à intensidade do prazer, que não é proporcional ao estado do nosso conhecimento atual, mas sim ao conhecimento obtido nos longos períodos da humanidade primitiva e da animalidade.
Nós estamos submetidos à lei do passado, ou seja: à lei das crenças e dos juízos de valor.
(Friedrich Nietzsche, ‘A Vontade de Poder’)
Armando Stoianov valeu!!!!
Nietzsche é um dos meus preferidos!!!
domingo, 26 de junho de 2011
Prazer ou Alegria?
Era prazer?
Era.
Mas era mais que prazer.
Era alegria.
A diferença?
O prazer só existe no momento.
A alegria é aquilo que existe só pela lembrança.
O prazer é único, não se repete.
Aquele que foi, já foi.
Outro será outro.
Mas a alegria se repete sempre.
Basta lembrar.
Era.
Mas era mais que prazer.
Era alegria.
A diferença?
O prazer só existe no momento.
A alegria é aquilo que existe só pela lembrança.
O prazer é único, não se repete.
Aquele que foi, já foi.
Outro será outro.
Mas a alegria se repete sempre.
Basta lembrar.
(Rubem Alves in' Um mundo num grão de areia')
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Era Amor
“E, quanto mais tempo passava, mais Rodrigo compreendia ser-lhe impossível viver sem Bibiana. O que a princípio fora apenas desejo carnal agora era também um pouco ternura: era amor. E o cap. Cambará inquietava-se por isso. Porque sempre lhe parecera que o único amor digno dum homem era esse que apenas pede cama. O amor de fazer ou cantar versos e mandar flores, esse amor de doer no peito, de dar saudade era amor de homem fraco. Ele cantava versos que falavam em tiranas, saudade e mágoa, só por brincadeira, sem sentir de verdade as coisas que dizia. No entanto, agora estava enfeitiçado por Bibiana Terra. E, em fins daquele dezembro quente e parado, Rodrigo Cambará pela primeira vez compreendeu o profundo sentido dum ditado popular: ‘Quem anda cego de amor não sabe se é noite ou se é dia’”.
(Erico Verissimo em 'Um Certo Capitão Rodrigo')
segunda-feira, 20 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
[. . .]
De alguma forma quero te fazer compreender que não é assim, que tenho um medo cada vez maior do que vou sentindo em todos esses meses, e não se soluciona,
mas volto e volto sempre, então me invades outra vez com o mesmo jogo e embora supondo conhecer as regras, me deixo tomar por inteiro por tuas estranhas liturgias, a compactuar com teus medos que não decifro, a aceitá-los como um cão faminto aceita um osso descarnado, essas migalhas que me vais jogando entre as palavras e os pratos vazios, torno sempre a voltar, talvez penalizado do teu olho que não se debruça sobre nenhum outro assim como sobre o meu, temendo a faca, a pedra, o gume das tuas histórias longas, das tuas memórias tristes...
(Caio F. Abreu)
terça-feira, 24 de maio de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
. . .
Existe apenas uma constante, uma regra universal, é a única verdade real: causali-dade. Ação. Reação. Causa e efeito... Não há como escapar dela, somos para sempre escravos dela. Nossa única esperança, nossa paz só é compreendê-lo, para entender o "porquê". "Porquê" é o que nos separa deles, você de mim. "Porquê" é o único poder real, sem ele, você é impotente.(Merovingian - Matrix Reloaded)
domingo, 15 de maio de 2011
Onde está a Felicidade???
Onde está a felicidade? No amor, ou na indiferença? Na obediência, ou no poder? No orgulho, ou na humildade? Na investigação, ou na fé? Na celebridade, ou no esquecimento? Na nudez, ou na prosperidade? Na ambição, ou no sacrifício?
A meu ver, a felicidade está na doçura do bem, distribuído sem idéia de remuneração.
Ou, por outra, sob uma fórmula mais precisa, a nossa felicidade consiste no sentimento da felicidade alheia, generosamente criada por um ato nosso.
(Rui Barbosa)
PS: Poema enviado para mim respondendo "Sim, Confesso" de Caio F. Abreu pelo meu querido ARMANDO STOIANOV... Beijos meu amor!!! Felicidade é ter a sua amizade Armandito!!!!!
ღ
sábado, 14 de maio de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Filosofando... Sobre a ESPERANÇA.
“Hoje não há razões para otimismo. Hoje só é possível ter esperança. Esperança é o oposto do otimismo. 'Otimismo é quando, sendo primavera do lado de fora, nasce a primavera do lado de dentro. Esperança é quando, sendo seca absoluta do lado de fora, continuam as fontes a borbulhar dentro do coração.' Camus sabia o que era esperança. Suas palavras: 'E no meio do inverno eu descobri que dentro de mim havia um verão invencível…' Otimismo é alegria 'por causa de': coisa humana, natural. Esperança é alegria 'a despeito de': coisa divina. O otimismo tem suas raízes no tempo. A esperança tem suas raízes na eternidade. O otimismo se alimenta de grandes coisas. Sem elas, ele morre. A esperança se alimenta de pequenas coisas. Nas pequenas coisas ela floresce…”
(Rubem Alves)
terça-feira, 10 de maio de 2011
Pedaço de Mim
Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
Oh, metade arrancada de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi
Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Leva os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar
Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais
Oh, pedaço de mimOh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
Oh, pedaço de mimOh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi
Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Leva os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus
(Chico Buarque)
segunda-feira, 9 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Para Sempre
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
(Carlos Drummond de Andrade, in 'Lição de Coisas')
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Poesia é a urgência, quando não temos nada a perder.
Eu sou apaixonado por textos que interrogam,
não que dão certezas ou fórmulas.
Textos que permitem a gente se duvidar
É quando apostamos em um único lance o que acreditamos…
não que dão certezas ou fórmulas.
Textos que permitem a gente se duvidar
um pouco mais do que o necessário,
enlouquecer um pouco mais do que a dosagem normal,
vibrar um pouco mais do que o permitido por lei.
Depois que somos educados,
passamos toda a vida aprendendo a nos reprimir.
A poesia é essa libertação. Falar olhando nos olhos.
Encarar com sinceridade o que podemos ser.
Por que esperar o fim da relação para dizer a verdade?
Por que esperar uma doença para ser sincero?
Por que esperar alguém partir para descobrir o desejo?
Poesia é a urgência, quando não temos nada a perder.É quando apostamos em um único lance o que acreditamos…
(Fabrício Carpinejar)
domingo, 17 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
Toda poesia é uma despedida...
“ (...) Você disse adeus e deixou em mim um vazio descomunal.
Desde então, encobri minha dor com um manto azul: um amor e uma mágoa. Eu lavei meu rosto com palavras tristes quando me acenou tchau. De vez em quando, todos os olhos se voltam contra meus passos distraídos. No fundo, a espera que eu seja algo maior que eu sou. (...)”.
(C. F. Abreu)
domingo, 10 de abril de 2011
SINÔNIMOS
Quanto o tempo o coração, leva pra saber
Que o sinônimo de amar é sofrer...
(...) Como é triste a tristeza mendigando um sorriso
Um cego procurando a luz na imensidão do paraíso
Quem tem amor na vida, tem sorte
Quem na fraqueza sabe ser bem mais forte...
(...) Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar...
(Zé Ramalho - Sinônimos)
segunda-feira, 28 de março de 2011
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